Sistema carcerário de Miami-Dade já entregou onze pessoas à imigração

Mas prefeito Carlos Gimenez diz em nota a vereadores que a polícia local não vai perseguir imigrantes

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Gimenez, nascido em Cuba, nega a condição de Miami como 'cidade-santuário' para imigrantes irregulares
Gimenez, nascido em Cuba, nega a condição de Miami como 'cidade-santuário' para imigrantes irregulares

O sistema carcerário de Miami-Dade já entregou onze pessoas às autoridades federais imigratórias depois que o prefeito Carlos Gimenez declarou que sua administração vai seguir as determinações federais contidas na ordem executiva do presidente Trump para punir as chamadas cidades-santuários, que protegem imigrantes irregulares da deportação. A informação é do jornal Miami Herald.

Gimenez mudou a política imigratória no condado depois que as agências federais foram impedidas de repassar recursos financeiros para municípios que não cooperem com as autoridades imigratórias.

Nascido em Cuba, o prefeito diz que Miami-Dade tem recusado o rótulo de santuário desde o governo de Barack Obama. Ele assinou uma ordem no dia 26 de janeiro que instrui a retenção de pessoas suspeitas de violações imigratórias por mais 48 horas se isso for requisitado pela polícia federal imigratória (Immigration and Customs Enforcement – ICE). A ordem somente se aplica a pessoas que já se encontram em custódia de uma prisão do condado por delitos não relacionados com questões imigratórias. O prefeito disse que o condado jamais vai ajudar o governo federal na caça a pessoas com violações imigratórias.

“O departamento de Polícia de Miami não é, e nem será, uma agência de vigilância imigratória”, escreveu Gimenez em uma carta enviada aos vereadores (commissioners) na semana passada. “Nossos policiais continuarão a servir e a proteger todos os moradores de Miami-Dade, não importando a sua condição imigratória”.