Suprema Corte bloqueia obrigatoriedade de vacinas e testes para funcionários de empresas grandes

Os juízes, no entanto, permitiram que a vacina seja exigida de trabalhadores da área de saúde; medidas tinham sido anunciadas por Biden no ano passado

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Na Suprema Corte há cinco ministros conservadores e quatro progressistas (Foto: David - Flickr)
Suprema Corte (Foto: David - Flickr)

A Suprema Corte bloqueou, na quinta-feira (13), a exigência de vacinas e testes contra a covid para funcionários de empresas com mais de 100 funcionários. Os magistrados aprovaram, no entanto, que a vacina seja exigida de trabalhadores da área de saúde de instituições públicas em todo o País.

A decisão representa uma derrota para o governo Biden no que diz respeito à luta contra a propagação do coronavírus. Quase diariamente, o presidente tem enfatizado a importância da vacinação no País, que tem 62.8% da população totalmente vacinada. O Brasil, por exemplo, já alcançou 68% da população.

O presidente comentou a decisão. “Estou desapontado que a Suprema Corte tenha bloqueado algo que é senso comum, exigências que salvam vidas de funcionários de grande porte”, disse Biden. “Agora fica a cargo das empresas e dos estados determinarem se querem o lugar de trabalho seguro para seus funcionários e para as próprias empresas”.

A Suprema Corte agiu depois de ouvir argumentos na sexta-feira passada na luta legal sobre mandatos temporários emitidos em novembro por duas agências federais destinadas a aumentar as taxas de vacinação nos EUA e tornar os locais de trabalho e os ambientes de saúde mais seguros.

Em novembro, a Casa Branca anunciou que passaria a exigir das empresas com mais 100 funcionários que garantam a imunização de seus empregados nos Estados Unidos.

Os funcionários que não estivessem imunizados teriam de ser testados pelo menos uma vez por semana e também usar máscara no local de trabalho.

A medida visava atingir 84 milhões de trabalhadores, segundo a Casa Branca (o equivalente a 25% da população americana), e foi anunciada no dia em que o país ultrapassou as 750 mil mortes pelo vírus.

Os EUA são o país com mais mortes e casos de covid-19 do mundo (844 mil e 63,2 milhões, respectivamente), à frente de Brasil (620 mil e 22,7 milhões) e Índia (485 mil e 36,3 milhões).