Suprema Corte decide que portadores de TPS que entraram nos EUA ilegalmente não podem se legalizar

De acordo com decisão unânime, quem tem Temporary Protected Status não pode dar entrada no green card se chegou aos EUA pela fronteira

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Suprema Corte dos Estados Unidos
Suprema Corte dos Estados Unidos

Por Ana Paula Franco

A Suprema Corte decidiu esta semana que imigrantes beneficiados pelo Temporary Protected Status (TPS) e que entraram ilegalmente pela fronteira, não são elegíveis para o green card.

Os juízes deliberaram sobre o caso de Jose Sanchez e Sonia Gonzalez, imigrantes de El Salvador, que entraram nos EUA pela fronteira na década de 90.

Em 2001, depois que um terremoto devastou o País, imigrantes de El Salvador passaram a receber o TPS, que os protege da deportação e dá autorização de trabalho. Em 2004, o casal deu entrada no green card, o documento foi negado e o caso chegou à Suprema Corte onde foi novamente rejeitado.

“Como o próprio nome sugere, essa proteção é temporária”, disse a juíza Elena Kagan no texto da decisão. “Solicitantes de green card devem ser inspecionados por agentes antes de entrarem nos Estados Unidos”.

O governo Biden já anunciou a intenção de dar um caminho para a legalização de portadores de TPS e do Deferred Action for Childhood Arrivals (DACA). Para que entrem em vigor, é necessária a aprovação do Congresso.

São beneficiados pelo TPS, cidadãos da Venezuela, Myanmar, Síria, Iêmen, Somália, El Salvador, Haiti, Honduras, Nepal, Nicarágua, Sudão, Sudão do Sul.