Tesoureiro do PT é morto a tiros na própria festa de aniversário em Foz do Iguaçu

Testemunhas disseram que autor dos disparos chegou ao local gritando “Bolsonaro”; Tema da festa de Marcelo Arruda era o Partido dos Trabalhadores

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Marcelo foi assassinado por intolerância política (Foto: Reprodução do Youtube)
Marcelo foi assassinado por intolerância política (Foto: Reprodução do Youtube)

O guarda municipal e tesoureiro do PT, Marcelo Aloizio de Arruda, de 50 anos, foi assassinado a tiros na própria festa de aniversário em Foz do Iguaçu, Paraná, no sábado (9). O autor dos disparos é o policial penal Jorge José da Rocha Guaranho, que também foi baleado e está internado.

Segundo a polícia, Marcelo estava celebrando seus 50 anos com a família e amigos e o tema da festa era Lula e o PT. Segundo testemunhas, o acusado chegou ao local gritando o nome de Bolsonaro. Câmeras de segurança mostram o momento que ele deixa o local da festa, com a esposa e um bebê no carro, e volta minutos depois já atirando.

A vítima também estava armada e, mesmo já ferido, conseguiu atirar em Guaranho. Ele se define como conservador e cristão e usa as redes sociais principalmente para defender o presidente Jair Bolsonaro (PL), se diz contra o aborto e as drogas e considera arma sinônimo de defesa.

O crime teve grande repercussão no meio político. O presidente Jair Bolsonaro se pronunciou sobre o crime. “Independentemente das apurações, republico essa mensagem de 2018: Dispensamos qualquer tipo de apoio de quem pratica violência contra opositores. A esse tipo de gente, peço que por coerência mude de lado e apoie a esquerda, que acumula um histórico inegável de episódios violentos”, escreveu.

No fim da manhã desta segunda-feira (11), a Justiça decretou a prisão preventiva do autor dos disparos.