Testemunho de Steve Bannon pode ser esclarecedor sobre ataque ao Capitólio

Ex-assessor de Trump aceita testemunhar e diz que as circunstâncias mudaram

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Bannon é considerado uma testemunha-chave para o comitê (Foto: Gage Skidmore – Wikimedia)
Bannon é considerado uma testemunha-chave para o comitê (Foto: Gage Skidmore – Wikimedia)

Um importante assessor do ex-presidente americano Donald Trump, Steve Bannon, será testemunha nas audiências no Congresso sobre o ataque contra o Capitólio, poucos dias antes de o ex-presidente ser julgado por desafiar uma intimação do comitê que investiga as ações contra o Congresso, informou a imprensa dos Estados Unidos. O ex-colaborador, que se acredita ter influenciado também na eleição de Jair Bolsonaro no Brasil, está na lista de dezenas de pessoas convocadas para testemunhar sobre o ataque contra o centro legislativo do País em 6 janeiro de 2021, quando uma multidão invadiu as instalações do Congresso, estimulada pelas alegações infundadas do ex-presidente Trump de que Joe Biden venceu as eleições de 2020 devido a uma fraude eleitoral.


Os investigadores acreditam que Bannon e outros conselheiros de Trump podem ter informações sobre vínculos entre a Casa Branca e a multidão que invadiu o Capitólio no dia em que a vitória de Biden na eleição seria certificada pelo Legislativo. Embora naquele momento Bannon não fosse funcionário da Casa Branca ou assessor oficial de Trump, os advogados do ex-assessor já haviam alegado que ele estava protegido pelos privilégios atribuídos à função presidencial e não precisava cooperar com a investigação.


De acordo com a carta, Bannon afirmou ao Comitê da Câmara de Representantes que “as circunstâncias mudaram”. “O presidente Trump decidiu que seria do melhor interesse do povo americano renunciar ao privilégio do Executivo no caso de Stephen K. Bannon, para permitir ao senhor Bannon cumprir a intimação emitida pelo seu Comitê”, diz o documento. Em novembro do ano passado, Bannon se entregou ao FBI para enfrentar acusações de desacato ao Congresso por se recusar a testemunhar sobre o ataque ao Capitólio.

O ataque, que deixou cinco mortos, adiou por várias horas a cerimônia conjunta na qual o Senado e a Câmara de Representantes certificaram oficialmente o vencedor da eleição.