Trump ameaça soltar imigrantes irregulares nas Cidades-Santuário

Presidente escreveu no Twitter que está "levando em forte consideração" a medida

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Trump encerrou seu mandato de quatro anos em 20 de janeiro após ser derrotado em novembro passado pelo democrata Joe Biden (foto: flickr)
Trump encerrou seu mandato de quatro anos em 20 de janeiro após ser derrotado em novembro passado pelo democrata Joe Biden (foto: flickr)

O presidente Donald Trump afirmou na sexta-feira (12) que estuda soltar os imigrantes que estão detidos nas cadeias federais nas ruas das chamadas “Cidades-Santuário”, onde o poder público é menos rigoroso no trato a imigrantes irregulares.

Trump escreveu no Twitter que está “levando em forte consideração” a possibilidade de ordenar a medida, que foi recebida com a crítica de que ela seria uma forma de retaliação política.

As “Cidades Santuário” são áreas urbanas onde as autoridades locais se recusam a entregar imigrantes irregulares ao poder federal para deportação. A maioria dessas cidades é governada por Democratas.

A cidade de São Francisco, distrito da deputada Nancy Pelosi, atual presidente da Câmara (Speaker of the House) e feroz adversária do presidente, seria uma das áreas a serem incluídas como recebedoras dos imigrantes libertados.

A Casa Branca divulgou em nota que a medida foi mesmo discutida, mas que não era mais levada em consideração. O tuíte do presidente de sexta, entretanto, disse o contrário

“Já que os Democratas não estão dispostos a mudar nossas muito perigosas leis imigratórias, estamos realmente, como foi reportado, levando em forte consideração a realocação de imigrantes ilegais nas Cidades-Santuário”, escreveu ele no Twitter.

“A esquerda radical sempre pareceu defender a política de fronteiras abertas, braços abertos, logo isso deve fazê-los felizes!”, completou o presidente.

Antes, Pelosi condenou em nota a proposta. “A extensão do cinismo e da crueldade desse governo não pode ser maior”, disse a porta-voz da deputada, Ashley Etienne. “Usar seres humanos – crianças inclusive – como peões de um jogo que perpetua o medo e demoniza imigrantes é lamentável”.