O presidente dos Estados Unidos afirmou em entrevista ao The New York Times que as proteções criadas durante a era dos direitos civis, como o Civil Rights Act de 1964, teriam “prejudicado os brancos”, sugerindo que políticas de ação afirmativa em universidades e no mercado de trabalho resultaram em “discriminação reversa”.
A fala de Trump reflete a postura de sua administração contra programas de diversidade, equidade e inclusão (DEI) no setor público e privado, incluindo ordens executivas que revogaram exigências de programas afirmativos em contratos federais e tentativas de limitar teorias legais de ‘disparate impact’ em processos antidiscriminatórios.
Líderes de direitos civis criticaram a posição. O presidente da NAACP (National Association for the Advancement of Colored People), Derrick Johnson, afirmou que não há evidências de que homens brancos tenham sido discriminados pelo movimento de direitos civis ou pelas leis associadas, e que essas políticas foram criadas para corrigir exclusões históricas de comunidades negras e outras minorias.
Apesar das mudanças administrativas nas prioridades de fiscalização, as proteções fundamentais contra discriminação racial e de gênero previstas na legislação ainda estão em vigor, e, segundo especialistas, a releitura dessas normas para priorizar uma visão de “meritocracia” tem provocado debate e desafios judiciais sobre o papel das políticas de igualdade nos EUA.
