Estados Unidos

Trump e Obama entram em campo na disputa pelo controle do Congresso americano

Com eleições marcadas para 3 de novembro, republicanos e democratas reforçam campanhas em estados decisivos para conquistar votos na reta final

Trump e Obama reforçam a mobilização de eleitores em estados decisivos. (Fotos: Daniel Torok / White House e Pete Souza / White House)

A corrida eleitoral nos Estados Unidos entra na última semana com a participação de dois dos principais nomes da política americana. O presidente Donald Trump e o ex-presidente Barack Obama estão percorrendo estados estratégicos em busca de apoio para seus partidos antes das eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro.

A votação vai renovar todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado, além de definir governadores e outros cargos estaduais e locais. O resultado poderá alterar o equilíbrio de forças em Washington e influenciar diretamente os dois últimos anos do atual mandato presidencial.

Em Ohio, Trump participa da campanha do senador republicano Jon Husted, que enfrenta o democrata Sherrod Brown. Já na Geórgia, Obama apoia a reeleição do senador democrata Jon Ossoff, que disputa a vaga com o republicano Mike Collins. Os dois estados estão entre os principais focos de atenção dos partidos.

O custo de vida, a economia e a guerra contra o Irã ganharam espaço no debate eleitoral, em um momento de insatisfação de parte dos americanos com o governo. Os democratas buscam ampliar sua representação no Congresso, enquanto os republicanos tentam preservar o controle das duas casas.

Atualmente, os republicanos têm uma maioria de 53 a 47 no Senado, incluindo os independentes que votam com os democratas. Na Câmara, a disputa também é acompanhada de perto, especialmente em estados como a Pensilvânia, onde várias cadeiras estão em jogo.

A votação antecipada também registra forte participação. Mais de 43 milhões de americanos já haviam votado presencialmente ou enviado suas cédulas pelo correio, quase 10 milhões a mais do que no mesmo período das eleições de 2022, segundo levantamento da Associated Press divulgado nesta sexta-feira (30).

Embora Trump não esteja concorrendo, o resultado das urnas será um teste político para sua administração. Uma eventual mudança no comando do Congresso poderá dificultar a aprovação de projetos do governo e abrir espaço para novas investigações parlamentares.

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