TSA planeja usar tecnologia de reconhecimento facial em voos dentro dos EUA

Sistema já usado pela Transportation Security Administration para voos internacionais e tem objetivo de reforçar a segurança

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Passageiro passa pelo novo sistema de identificação facial do MIA Foto: Divulgação MIA
Passageiro passa pelo novo sistema de identificação facial do MIA Foto: Divulgação MIA

O Departamento de Homeland Security (DHS) está expandindo o uso da tecnologia de reconhecimento facial em aeroportos, com objetivo de reforçar a segurança. Hoje, o sistema é usado para identificar passageiros em voos internacionais – e ainda não foi implementado em todos os aeroportos – para combate ao terrorismo internacional e a imigração clandestina. Agora o Transportation Security Administration – TSA – pretende utilizar essa tecnologia para voos dentro dos Estados Unidos.

O TSA não considera a expansão uma “invasão” na vida dos passageiros em voos domésticos, ao contrário, afirma que o sistema é uma ferramenta útil na agilidade do processo de revistas de bagagens e passageiros nos aeroportos.

“Atualmente, o TSA e as companhias aéreas parceiras verificam a identidade dos passageiros ao processar os dados por meio de documentos de viagem, como passaportes e passagens. O uso da tecnologia biométrica simplificará a experiência vivenciada pelos passageiros e vai aumentar a eficiência e eficácia dos processos de segurança”, segundo o TSA.

O Miami Internacional Airport anunciou no início deste ano que já usa esse sistema em voos vindos da Espanha, Portugal, Reino Unido e Alemanha. Os passageiros que passaram pela experiência disseram que o sistema agiliza o processo de identificação no guichê e diminui o tempo de espera nas filas.

Atualmente, 14 aeroportos no Estados Unidos utilizam a tecnologia de reconhecimento facial de passageiros. Em agosto, um homem de 26 anos foi barrado pela U.S. Customs and Border Protection (CBP) quando o software de identificação facial mostrou que seu rosto era diferente do que constava no passaporte. Ele estava chegando de São Paulo e apresentou um passaporte francês.  Ao ser questionado pelas autoridades, acabou confessando que seu verdadeiro documento de identificação, feito na República do Congo, estava escondido debaixo da palmilha do sapato.

Ativistas defensores das liberdades civis temem que o uso da nova tecnologia em voos domésticos permita que o governo monitore indiscriminadamente os movimentos das pessoas.