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EUA registram cerca de 15 milhões de casos de gripe e mais de 7 mil mortes

Relatórios indicam que a contaminação atingiu níveis elevados em 45 estados, com um percentual de consultas médicas por sintomas de gripe que não era observado desde 1997

Muitos pacientes desenvolvem complicações respiratórias secundárias, exigindo internações prolongadas e cuidados intensivos (Foto: Freepik)
Muitos pacientes desenvolvem complicações respiratórias secundárias, exigindo internações prolongadas e cuidados intensivos (Foto: Freepik)

Os Estados Unidos enfrentam uma das temporadas de influenza mais intensas em décadas, com estimativas que apontam entre 15 e 18 milhões de casos de gripe, cerca de 230 mil hospitalizações e mais de 7 mil mortes atribuídas à doença, segundo dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

O surto, que se intensificou desde o fim de 2025, resultou em recorde de atendimentos por sintomas respiratórios, com aumento significativo de faltas escolares e afastamentos no trabalho, além de provocar forte pressão sobre o sistema de saúde do país.

De acordo com os relatórios do CDC, a circulação viral permanece em níveis “altos” ou “muito altos” em dezenas de estados, com transmissão sustentada. Dados oficiais apontam que a contaminação alcançou níveis elevados em 45 estados, com um percentual de consultas médicas por sintomas gripais que não era registrado desde 1997. Crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas estão entre os grupos mais vulneráveis às complicações da doença.

A circulação predominante do vírus influenza A (H3N2), associada a quadros mais agressivos, é apontada como um dos principais fatores para a gravidade da temporada. O inverno rigoroso e a maior permanência de pessoas em ambientes fechados também contribuíram para a rápida disseminação do vírus.

Especialistas em saúde reforçam a importância da vacinação anual contra a gripe para todas as pessoas com mais de seis meses de idade, especialmente idosos, crianças pequenas, gestantes e indivíduos com condições clínicas que os colocam em maior risco de complicações graves. A imunização continua sendo considerada a estratégia mais eficaz de prevenção, reduzindo significativamente o risco de hospitalizações e mortes.

Além da vacinação, são recomendadas a adoção de medidas de higiene respiratória, como a lavagem frequente das mãos, o uso de máscaras em ambientes de maior risco e o isolamento domiciliar em caso de sintomas gripais, a fim de conter a transmissão do vírus.

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