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Flórida lidera remoção de livros sobre racismo, sexualidade e história em escolas dos EUA

Em 2024–25, escolas públicas da Flórida retiraram ou restringiram milhares de títulos, mais do que qualquer outro estado, segundo relatório anual.

Retirada de livros de bibliotecas escolares viraram debate em distritos da Flórida. Foto: Reprodução TV

A Flórida manteve nos últimos anos a liderança nacional em remoção e restrição de livros em bibliotecas escolares, com o maior número de títulos afetados no país.

No ano letivo 2024–25, organizações que monitoram o fenômeno registraram 2.304 livros retirados ou restritos em distritos públicos da Flórida, mais do que qualquer outro estado dos EUA.

São títulos que frequentemente tratam de temas como racismo, diversidade, sexualidade e identidade de gênero, além de histórias que incluem narrativas de grupos marginalizados. Entre as obras retiradas em alguns distritos também estão clássicos como The Bluest Eye, de Toni Morrison, Native Son, de Richard Wright, e Slaughterhouse-Five, de Kurt Vonnegut.

Os números são parte de um relatório anual que acompanha a chamada crise de “book bans” nas escolas dos EUA. Em 2023–24, a Flórida respondeu por milhares de ações de remoção e restrição, e embora o total tenha diminuído em 2024–25, ainda segue acima da média nacional.

Críticos argumentam que a prática restringe o acesso a obras importantes para a compreensão de desigualdades sociais e experiências diversas, gerando debates intensos sobre currículo, liberdade de expressão e autonomia escolar.

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