Se você tem uma viagem planejada, prepare o bolso: a guerra no Oriente Médio está chegando ao seu dia a dia de forma bem concreta. Desde que o conflito entre EUA, Israel e Irã começou, em 28 de fevereiro, o preço do combustível de aviação disparou quase 85% nos Estados Unidos e as companhias aéreas já estão repassando essa conta para os passageiros, principalmente via taxas de bagagem.
A United Airlines foi a primeira a se mover, aumentando em US$ 10 o despacho da primeira e segunda malas, que agora custam US$ 45 e US$ 55, respectivamente. A JetBlue seguiu o mesmo caminho, com reajuste de até US$ 9 dependendo da temporada. A Delta anunciou aumentos idênticos, além de subir o preço da terceira mala em US$ 50, para US$ 200. E a Southwest, que há menos de um ano havia encerrado sua histórica política de duas malas grátis, também elevou as taxas para US$ 45 a primeira e US$ 55 a segunda.
Com o anúncio de um cessar-fogo de duas semanas com o Irã, o preço do petróleo recuou e passou a se aproximar de US$ 95 por barril. Ainda assim, analistas do setor alertam que os valores seguem bem acima dos níveis anteriores ao conflito e que as tarifas extras, como as de bagagem, dificilmente devem voltar ao patamar anterior.
A dica prática para economizar: despache a mala com antecedência pelo site ou app da companhia, pois algumas cobram menos nessa modalidade do que no aeroporto. E fique de olho no peso, com os custos subindo, a segunda mala ficou mais cara do que nunca.
Fora do setor aéreo, os efeitos também começam a aparecer no dia a dia do comércio e das entregas. A Amazon anunciou uma sobretaxa temporária de 3,5% para vendedores que usam sua plataforma de logística, o que pode elevar os preços de produtos comprados no site. O USPS, serviço postal americano, implementou uma taxa extra de 8% sobre encomendas a partir de 26 de abril, válida até pelo menos janeiro de 2027. Empresas como FedEx e UPS já tinham mecanismos automáticos de reajuste por combustível, e agora cobram sobretaxas ainda mais altas.
Com informações CNN.
