Brasil e Estados Unidos anunciaram um novo acordo de cooperação voltado ao combate ao tráfico internacional de armas e drogas. A iniciativa busca reforçar a troca de informações entre os dois países e ampliar a capacidade de fiscalização em fronteiras, portos e aeroportos.
O anúncio foi feito pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que detalhou a criação de uma parceria entre a Receita Federal e o U.S. Customs and Border Protection. O objetivo é integrar sistemas de inteligência e permitir ações conjuntas contra o crime organizado transnacional.
O acordo prevê a implantação do chamado Projeto MIT (Mutual Interdiction Team), que estabelece o compartilhamento de dados operacionais e de inteligência para identificar e interceptar cargas ilícitas, com foco especial em armas, munições e drogas.
Dentro da iniciativa, também será implementado o Programa Desarma, sistema desenvolvido pela Receita Federal que permitirá o envio e recebimento de informações em tempo real entre Brasil e Estados Unidos. A ferramenta deve registrar dados de apreensões, como origem das cargas, rota logística, tipo de material apreendido e possíveis identificações de remetentes e exportadores.
Segundo as autoridades, o sistema poderá ser utilizado em operações de rotina e em ações especiais de fiscalização, fortalecendo o rastreamento de redes criminosas e o controle sobre a cadeia internacional de comércio ilegal.
O governo brasileiro afirma que a integração com os Estados Unidos já vem gerando resultados práticos, com a identificação de métodos usados por organizações criminosas para ocultar armas e drogas em cargas comerciais e remessas postais.
O anúncio ocorre em meio ao aumento da cooperação internacional no enfrentamento ao crime organizado, tema que tem ganhado espaço nas agendas de segurança e comércio exterior entre os dois países.
