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Homem preso por engano na Flórida processa polícia após erro de reconhecimento facial

Caso chama atenção para os riscos de erros em sistemas de reconhecimento facial utilizados por departamentos de polícia

Processo aponta que reconhecimento facial foi usado como base inicial da investigação, levando a prisão indevida; casos semelhantes já foram registrados nos EUA. (Foto: Rawpixel)

Um homem da Flórida afirma ter sido preso injustamente após ser identificado por um sistema de reconhecimento facial usado pela polícia. O caso agora é alvo de uma ação judicial movida pela American Civil Liberties Union (ACLU).

Richard Dillon foi detido em 2023 sob suspeita de tentar atrair uma criança em um McDonald’s em Jacksonville. Ele afirma que estava a cerca de 480 km do local no momento do crime. Segundo o processo, a principal base da investigação foi um software de reconhecimento facial que apontou semelhança entre sua imagem e a do suspeito.

Dillon acabou inocentado, mas a ação judicial alega que a polícia deu peso excessivo à tecnologia e não realizou verificações suficientes. O sistema teria indicado uma “correspondência” de alta probabilidade, usada como principal pista para avançar no caso.

Ele relata que foi acusado, preso meses depois e passou uma noite na cadeia, além de dizer que ainda enfrenta impactos emocionais e sociais.

Especialistas citados no processo reforçam que o reconhecimento facial não confirma identidade, apenas aponta possíveis suspeitos que precisam ser verificados por investigação independente.

O caso se soma a outros episódios semelhantes nos Estados Unidos. Segundo organizações de direitos civis, pelo menos 13 investigações e prisões indevidas já foram associadas ao uso de reconhecimento facial por inteligência artificial no país, em situações em que “matches” incorretos levaram policiais a avançar em suspeitas sem confirmação adequada.

Entre os casos mais recentes está o de Porcha Woodruff, em Detroit, presa em 2023 por suspeita de envolvimento em um roubo de carro após uma identificação errada feita por reconhecimento facial. Outro, é o de Robert Williams, detido em 2020 em Michigan por suspeita de furto em loja, também após uma correspondência equivocada do sistema. Ambos foram depois inocentados.

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