Uma decisão recente da Junta de Educação da Flórida gerou forte repercussão entre comunidades imigrantes no estado. As novas normas passam a impedir a matrícula de estudantes sem status migratório legal em faculdades públicas estaduais, com aplicação imediata.
A medida atinge jovens que concluíram o ensino médio na Flórida, mas não possuem documentação regularizada, bloqueando o acesso ao ensino superior público. O impacto também se estende à educação de adultos.
Com a mudança, esse grupo fica impedido de participar de programas financiados pelo estado, incluindo cursos de inglês (ESOL) e turmas preparatórias para o GED, equivalente ao ensino médio americano.
A partir de agora, será exigida comprovação de cidadania ou residência legal no momento da matrícula. Estimativas indicam que cerca de 8 mil estudantes formados por ano podem ser afetados, além de milhares já inseridos em instituições de ensino.
A votação ocorreu em reunião virtual, realizada por telefone, com registros de manifestações contrárias durante a chamada. Mesmo assim, a proposta foi aprovada.
Os estudantes que já estão matriculados ou que já foram admitidos não serão afetados pela nova regra.
