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Falsos agentes do ICE seguem se multiplicando pelos EUA e Oregon vira o caso mais recente

Casos parecidos já somam dezenas nos Estados Unidos desde o ano passado, segundo apuração jornalística

Um grupo armado se passou por agentes do ICE, simulou uma blitz e manteve uma vítima em cativeiro por cerca de 20 minutos no Oregon. (Foto: Matt Zalewski/ Wikimedia Commons)

A Polícia Estadual do Oregon e o FBI investigam um grupo armado que se fez passar por agentes do ICE para simular uma blitz, sequestrar e agredir um motorista na região de Woodburn, no condado de Clackamas. Segundo a polícia, dois homens saíram de um SUV com luzes de emergência, um deles armado com um rifle, e disseram ser da agência de imigração para justificar a abordagem.

A vítima foi tirada à força do próprio carro, revistada e colocada no banco de trás do veículo dos suspeitos, onde um terceiro homem a manteve sob vigilância e a agrediu. Ela foi liberada depois de cerca de 15 a 20 minutos e precisou de atendimento hospitalar.

O caso não é isolado. Um levantamento da CNN identificou pelo menos duas dezenas de episódios parecidos só em 2025. Em um deles, na Carolina do Norte, um homem foi preso por abusar sexualmente de uma mulher depois de ameaçar deportá-la. Em outro, na Flórida, uma mulher vestida com colete e boné do ICE sequestrou uma funcionária de hotel.

De acordo com a ACLU (American Civil Liberties Union) e o próprio FBI, o problema é alimentado pela forma como agentes reais do ICE atuam hoje: de máscara, à paisana e em carros sem identificação, o que dificulta para qualquer pessoa distinguir um agente de um criminoso disfarçado. O FBI chegou a orientar as agências parceiras a se identificarem claramente durante operações.

Diante disso, o Oregon aprovou uma lei estadual que exige que policiais em operações civis se identifiquem e limitem o uso de coberturas no rosto, na tentativa de reduzir esse tipo de confusão.

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