O mercado imobiliário americano voltou a perder força. As vendas de casas usadas caíram 2% em agosto e chegaram ao ritmo mais baixo dos últimos 14 meses, segundo dados divulgados pela National Association of Realtors. Foram 3,98 milhões de unidades em ritmo anualizado. Na comparação com agosto do ano passado, a queda foi de 1,2%.
Um dos principais obstáculos continua sendo o custo do financiamento. A taxa média da hipoteca fixa de 30 anos subiu para 6,76%, maior nível desde junho de 2025. Há um ano, estava em 6,35%. O aumento encarece as parcelas e faz muitos compradores adiarem a decisão de adquirir um imóvel.
E há uma situação curiosa no mercado: enquanto as vendas diminuem, a quantidade de casas disponíveis está aumentando. O estoque chegou a 1,62 milhão de imóveis, maior volume desde novembro de 2019 e 5,9% acima de um ano atrás. No ritmo atual de vendas, seriam necessários 4,9 meses para vender todo esse estoque.
Mesmo assim, os preços continuam elevados. O valor mediano de uma casa usada ficou em US$ 429.100, alta de 1,6% em relação ao mesmo período do ano passado e recorde para um mês de agosto.
A desaceleração atingiu o Sul dos Estados Unidos, região que inclui a Flórida, além do Nordeste e Centro-Oeste. No Oeste, as vendas ficaram praticamente estáveis.
Os compradores de primeira viagem representaram apenas 30% das vendas. Para economistas do setor, juros elevados, preços ainda altos e dificuldade de acesso ao financiamento continuam segurando uma recuperação mais forte do mercado imobiliário americano.