Brasil negocia com os EUA exceções para exportação de aço

Na semana passada, o Brasil foi excluído até 1º de maio da aplicação de taxas de 25% sobre o aço e de 10% sobre o alumínio impostas pelo governo Trump

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Brasil é o mais atingido por sobretaxa do aço por Trump
Brasil é o mais atingido por sobretaxa do aço por Trump

Os fabricantes brasileiros de aço e alumínio já negociam com seus clientes americanos um acordo que estabeleça uma espécie de cotas de produtos a serem comercializados, disse à Reuters Rubens Barbosa, presidente do Conselho de Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e consultor de empresas brasileiras. As informações são do G1.

A estratégia está sendo pensada para que ambos os lados não sejam fortemente afetados pela política do presidente Donald Trump que elevou as tarifas de importação de aço e alumínio sob o argumento técnico de que se trata de uma questão de segurança nacional.

“No fundo, no fundo, são cotas que eles vão estabelecer”, disse o embaixador, que auxilia siderúrgicas do lado brasileiro na empreitada. “Essa negociação já vem um pouco com cartas marcadas, os Estados Unidos vão querer o que estão chamando lá de ‘voluntary expansion restriction’, que são esses acordos de restrição voluntária de exportação”, acrescentou.

Na semana passada, o Brasil foi excluído até 1º de maio da aplicação de taxas de 25% sobre o aço e de 10% sobre o alumínio impostas pelo governo Trump. Ao mesmo tempo, o Departamento de Comércio abriu prazo para que empresas norte-americanas peçam a exclusão de seus fornecedores. Na Fiesp, Barbosa tem conversas estratégicas com as siderúrgicas brasileiras sobre ambas as negociações.

O movimento de Trump causou fortes reações nos mercados financeiros e entre agentes econômicos, com temores de que possa desencadear uma guerra comercial global.