Pode parecer estranho para um país tropical, mas o Brasil sonha alto com os Jogos Olímpicos de Inverno, que estão acontecendo em Milão-Cortina, na Itália. Afinal, as chances do primeiro pódio são reais. Para isso, a delegação verde-amarela participará das competições com 15 atletas, no seguintes esportes: bobsled, cross-country, esqui alpino, snowboard halfpipe e skeleton.
A maior esperança repousa nos ombros de Lucas Pinheiro. Nascido na Noruega, mas filho de uma brasileira, o rapaz de 25 anos é o atual vice-líder do ranking no slalom e no slalom gigante. Ele disputará as provas entre 14 e 16 de fevereiro e pode fazer história na Itália ao conquistar a primeira medalha olímpica de inverno não só para o Brasil, mas para um país sul-americano. Além dele, outros nomes que merecem destaque são Pat Burgener (snowboard) e Nicole Silveira (skeleton).
Os Jogos de Inverno em Milão-Cortina marcam a 10ª edição consecutiva com representantes brasileiros. O melhor resultado veio em 2006, quando Isabel Clark ficou em 9º lugar na prova do snowboard cross. O baiano Edson Bindilatti, do time de bobsled, é o recordista de participações nas Olimpíadas de Inverno e está em sua sexta disputa. Ele foi o escolhido para levar a bandeira brasileira na edição de 2018 e sempre gosta de compartilhar a sua história de vida: natural de Camumu, na Costa do Dendê da Bahia, ele se apaixonou pelo esporte depois de assistir ao filme “Cool Runnings” (“Jamaica Abaixo de Zero”), que conta a história da equipe de bobsled da Jamaica, que participou dos Jogos de Calgary, em 1988. “Se eles conseguiram, eu também posso”, teria dito o então adolescente Edson Bindilatti.
