Brasileira sofre várias complicações devido à covid-19 e precisa da ajuda da comunidade

Após contrair o coronavírus, Catherine teve vários problemas de saúde relacionados à doença e não consegue voltar ao trabalho

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Catherine Snow contraiu covid-19 em abril e teve seu estado de saúde agravado (foto: Gofundme)
Catherine Snow contraiu covid-19 em abril e teve seu estado de saúde agravado (foto: Gofundme)

Catherine Snow, 57, foi infectada pelo coronavirus em abril enquanto trabalhava part time no supermercado Publix, de Boca Raton. Nos meses iniciais da pandemia, o Publix não permitia que seus funcionários usassem máscaras e luvas.

Ela disse que chegou a “implorar” ao gerente que a deixasse usar a cobertura facial. “Eu implorei, mas ele falou  não, que eu iria assustar os clientes”, conta.

No dia 7 de abril, ela teve febre alta durante o expediente e ligou para o serviço de emergência médica. Os exames confirmaram a covid-19, doença que desencadeou uma série de complicações no estado de saúde da mulher.  

“A fibromialgia, doença que ela tem há vários anos e que havia melhorado muito desde que se mudou da Inglaterra para a Flórida, piorou depois que ela contraiu o coronavírus e ela está sempre com dores. Ela também sente muita falta de ar (…) e seu médico disse que ela tem fibrose pulmonar pós-covid-19″, relata Mary Elizabeth, irmã e única parente próxima de Catherine.

Recentemente, ela também foi diagnosticada com câncer de pele e Atrofia de Múltiplos Sistemas (AMS), um tipo de distúrbio neurodegenerativo.

Devido a esses problemas, alguns causados e outros agravados ​​pela covid-19, ela não pode voltar a trabalhar. 

“Todas as suas economias acabaram. Ela deu entrada para receber aposentadoria por invalidez e está aguardando a decisão”,  diz a irmã.

Uma campanha no site de arrecadações online GoFundMe foi criada com a meta de arrecadar $10 mil dólares para custear parte do tratamento médico e outras despesas.

Clique aqui para fazer uma doação. 

Além da ajuda dos amigos, a brasileira-americana nascida no Rio de Janeiro e criada na Inglaterra e nos EUA, conta com o suporte espiritual da Irmã Dulce, freira católica beatificada pelo Vaticano que viveu na Bahia entre os anos 1914 e 1992, de quem Catherine é prima. 

“Tenho certeza que ela me ajuda de onde está e me dá forças”.

Devido à dificuldade em comprovar que contraiu a doença no Publix, Catherine não entrou com um processo judicial contra a rede de supermercados. O regimento interno do Publix que proibia o uso de máscaras e luvas por parte do empregados durou até meados de abril.  

“Eu só saia de casa para ir trabalhar”, diz .