Brasileiro com deportação marcada afirma estar sendo ameaçado por ‘coiotes’

Homem ajudou ICE a prender quadrilha de tráfico humano e agora enfrenta processo de deportação

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Renato Filippi luta para não ser deportado
Renato Filippi luta para não ser deportado

O imigrante brasileiro Renato Filippi, de 58 anos, que ajudou o governo americano com informações sobre uma quadrilha de tráfico de pessoas, está com a deportação marcada par ao dia 5 de novembro. Renato teme pela própria vida ao retornar, já que denunciou uma quadrilha perigoso e pensou estar sendo protegido. Ela afirma que foi ameaçado de morte, caso volte para o Brasil.

Há 15 anos, Renato fez um acordo com U.S. Immigration and Customs Enforcemente (ICE) em New Hampshire para ajudar a desmantelar uma quadrilha de tráfico de pessoas para os EUA. Filippi entrou ilegalmente pela fronteira dos EUA com o México em 2002 por meio desses ‘coiotes’.

“Ele foi muito útil e ajudou o ICE a prender criminosos durante nove anos por causa de suas informações. Tudo mudou depois da entrada do presidente Trump. Se ele for deportado, pode ser morto por integrantes da quadrilha”, alega o advogado de Renato, George Bruno, que entrou com uma ação contra o governo Trump e a Imigração.

A filha de Renato, Renata Filippi, de 31 anos, faz um apelo às autoridades para que permitam que o pai fique nos Estados Unidos.  “Nós sempre pensávamos que os EUA eram um País diferente, um País melhor, com um melhor sistema de Justiça e que estaríamos seguros. Mas agora nossa vida está de pernas para o ar. A única coisa que eu peço é que eles deixem meu pai ficar aqui”, disse a filha.

De acordo com a Fox News, Renato trabalhou num centro de detenção no Texas por um ano. Ele se mudou para New Hampshire e, desde então, fazia check-ins anualmente no Immigration and Customs Enforcement. A ele foram concedidos a driver’s licence e a permissão de trabalho.

Em setembro, ao fazer o check in anual na Imigração, ele receber uma ordem para deixar o País.