Bush assina lei de tribunais militares para terroristas

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Trata-se de uma norma que contribuirá para “garantir a segurança do país”, disse Bush

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, assinou nesta terça-feira a lei que regula o tratamento de supostos terroristas e os tribunais militares que os julgarão, o que, segundo o governante americano, “ajudará a salvar vidas”.

“Com esta lei, os homens suspeitos de planejar o assassinato de quase 3 mil pessoas terão que enfrentar a Justiça”, disse Bush na cerimônia da promulgação da lei, em alusão aos autores dos atentados do 11 de setembro de 2001.

“Não é sempre que um presidente tem a oportunidade de assinar uma lei que sabe que salvará vidas americanas. Mas eu tenho esse privilégio esta manhã”, prosseguiu.

Segundo Bush, a nova legislação ajuda a garantir a segurança do País.

Bush fez estas declarações na Casa Branca, em um ato que contou ainda com a presença do vice-presidente Dick Cheney; do chefe do Pentágono, Donald Rumsfeld, e do procurador-geral Alberto Gonzales, além de oficiais militares e congressistas.

A lei, que estabelece os parâmetros sobre o tratamento, os interrogatórios e os tribunais militares que julgarão os suspeitos de terrorismo, é uma peça fundamental do programa de segurança que os republicanos pretendem implantar, frente às eleições legislativas do próximo dia 7 de novembro.

Bush pediu ao Congresso que preparasse esta lei após a decisão da Suprema Corte contra os tribunais militares estabelecidos pelo Pentágono na base americana de Guantánamo.

A Suprema Corte considerou que esses tribunais violavam tanto as leis americanas quanto as do direito internacional, e deixou nas mãos do Congresso a tarefa de elaborar uma lei sobre o tratamento dos acusados de terrorismo.