Cada unidade do Spot, robô quadrúpede conhecido como “cão-robô”, custa a partir de US$ 75 mil. O Departamento de Segurança Interna (DHS) pretende investir entre US$ 1 milhão e US$ 2 milhões para equipar o ICE com a tecnologia. A quantidade de robôs ainda não foi divulgada.
Os equipamentos deverão apoiar agentes em operações consideradas de risco. Eles podem entrar primeiro em prédios, espaços apertados ou locais onde não se sabe o que será encontrado, usando câmeras e sensores para transmitir imagens em tempo real. Embora possam auxiliar em operações que terminem em prisões, os robôs não terão a função de imobilizar ou deter pessoas. A empresa fabricante, Boston Dynamics, também proíbe que seus equipamentos sejam transformados em armas.
O Spot já é usado por forças policiais nos EUA. Em Los Angeles, participou de operações envolvendo suspeitos armados, resgate de reféns e objetos suspeitos. Nova York também chegou a utilizar cães-robôs, mas o programa enfrentou forte reação da população.
A iniciativa do ICE ocorre pouco depois de outro contrato que chamou atenção: até US$ 16,7 milhões para a compra de milhares de luvas capazes de aplicar choques elétricos, destinadas aos agentes em operações de imigração.
