Campanha de Trump vai negar credenciais à Bloomberg News

Agência de notícias pertence a pré-candidato democrata

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Bloomberg, na redação de sua agência de notícias, não quis comentar sobre a polêmica (Foto: Rubenstein/Wikipedia)
Bloomberg, na redação de sua agência de notícias, não quis comentar sobre a polêmica (Foto: Rubenstein/Wikipedia)

DA REDAÇÃO – A campanha de reeleição do presidente Donald Trump não emitirá mais credenciais a repórteres da Bloomberg News, a agência de notícias de propriedade do pré-candidato democrata Michael Bloomberg, para fazer a cobertura da corrida eleitoral. Na semana passada, a agência anunciou que não iria mais publicar editoriais não assinados nem artigos de opinião relacionados aos postulantes à indicação democrata, incluindo Bloomberg, mas que continuaria cobrindo Trump.

Não ficou claro, porém, se a Casa Branca mudará a maneira como os jornalistas da Bloomberg são tratados. As credenciais habilitam os profissionais a ingressar mais facilmente nos comícios e outros eventos de campanha para a eleição de novembro de 2020.  Quem não tem credencial precisa obter ingressos da campanha e esperar em longas filas para assistir aos eventos.

“Já que eles declararam sua parcialidade, a campanha não credenciará mais representantes da Bloomberg News para comícios e outros eventos. Iremos determinar se vamos nos relacionar em termos individuais com repórteres ou responder solicitações da Bloomberg News caso a caso”, disse o gerente de campanha de Trump, Brad Parscale, em um comunicado.

Bloomberg, ex-prefeito de Nova York, magnata da mídia, anunciou no dia 24 de novembro que disputará a indicação democrata para presidência da República. Ele, no entanto, não quis comentar a decisão do comitê de campanha de Trump.