Casal brasileiro é condenado à prisão por ajudar a raptar o neto americano

Carlos Otavio Guimarães vai passar três meses na prisão e Jemima Gonçalves um mês, além de pagarem multa. Segundo a Justiça, eles ajudaram a filha a levar o filho do Texas para o Brasil

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Carlos e Jemima Guimaraes foram sentenciados à pena mínima no Texas Foto AP
Carlos e Jemima Guimaraes foram sentenciados à pena mínima no Texas Foto AP

A novela envolvendo o caso do menino Nicolas – levado para o Brasil pela mãe em 2013  – ganhou mais um capítulo na quarta-feira (12). Em audiência no tribunal de Houston, Texas, o juiz decidiu que Carlos Otavio Guimarães vai passar três meses na prisão e Jemima Gonçalves um mês, além de pagarem multa. Segundo a Justiça, eles ajudaram a filha a levar o filho do Texas para o Brasil. A criança ainda está lá.

O casal já havia sido considerado culpado em maio, mas só agora recebeu sua sentença.

Carlos Otavio e Jemima foram presos no dia 7 de fevereiro, no aeroporto internacional de Miami. Eles tinham ido ao país para visitar outro neto e foram liberados em 10 de março, depois de pagarem fianças de $1 milhão cada.

Segundo o pai da criança, o médico Chris Brann, o sequestro aconteceu em 2013, quando o menino, chamado Nicolas, tinha três anos. Naquele ano, Marcelle viajou ao Brasil para o casamento de um familiar. Ela não voltou mais aos EUA desde então e manteve o menino no Brasil.

Chris e Marcelle se casaram em 2008 e se separaram quatro anos depois. Os dois tinham a guarda compartilhada do filho, e o pai autorizou a viagem, porque a ex-mulher disse que retornaria a Houston em no máximo três semanas. Essa foi a terceira viagem dela com o menino ao Brasil autorizada por Brann.

Segundo a emissora ABC, um dos advogados da família Guimarães, Rusty Hardin, diz que Marcelle foi vítima de violência doméstica, e por isso fugiu com Nicolas. O casal, alega, estava apenas tentando ajudar a filha.

Já a defesa do pai, apoiada por uma investigação de um agente do FBI, alega que a família Guimarães matriculou Nicolas em uma escola no Brasil em abril de 2013, três meses antes da viagem, o que indica uma clara premeditação de sequestro. Mesmo após matricular a criança, a família continuou garantindo ao pai que o menino voltaria ao Texas. (Com informações da AP e G1).

Casal disputa guarda de Nico
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