Começa a votação das propostas sobre imigração nos EUA

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Plenário debate adesão de pelo menos 60 senadores para permitir que reforma imigratória seja votada no Senado

Da Redação com AP- Os senadores votaram nesta semana pela primeira vez no plenário do Senado sobre uma reforma integral das leis de imigração, alistando emendas sobre temas controversos como a segurança na fronteira, o pagamento de impostos atrasados e a cobertura de saúde.

As duas votações programadas para o período da tarde serão sobre medidas de procedimento para permitir oficialmente que se proceda o debate sobre a proposta para modificar radicalmente as leis de imigração e oferecer um caminho para a cidadania aos 11 milhões de imigrantes que vivem sem autorização no país.

Espera-se que ambas votações sigam adiante por ampla margem, porque até mesmo alguns senadores com profundas objeções à proposta concordam que o assunto merece ser debatido no Senado.

Os verdadeiros problemas surgirão nos próximos dias e semanas e espera-se que os senadores republicanos ofereçam emendas que alegam ser necessárias para fortalecer suficientemente a proposta para votarem a favor dela. Algumas dessas emendas podem ser aprovadas e os partidários da reforma dizem que outras já estão sendo desconsideradas porque alegam ser uma tentativa de cancelar a proposta.

Um dos autores do projeto de lei, o senador Marco Rubio, republicano da Flórida, disse que a proposta precisa incluir controles fronteiriços mais rigorosos antes de ser enviada ao presidente Barack Obama. Rubio confirmou respaldo a uma emenda anunciada pelo senador republicano John Cornyn para acrescentar novas exigências de segurança na fronteira que teriam de ser implantadas antes que se possa oferecer a residência permanente aos indocumentados.

Na segunda-feira (10), os senadores debateram ideias a favor e contra a proposta. “Dado o impacto que este sistema defeituoso tem em nossa economia e sobre nossas famílias, não podemos nos dar ao luxo de atrasos”, disse o presidente da Comissão Judiciária do Senado, o democrata Patrick Leahy. “É uma medida que o Senado deve considerar e aprovar”.

O republicano de maior influência no painel, Chuck Grassley, disse que “infelizmente a proposta repete erros do passado. Ninguém desmente ser uma lei que legaliza primeiro e considera a segurança da fronteira depois. Este é o problema”.

A proposta pretende fortalecer a segurança na fronteira e contempla exigir que todos os empregadores verifiquem o status legal de seus empregados. Além disto, a proposta cria programas para trabalhadores altamente qualificados, de baixa qualificação e agricultores, e amplia programas existentes. A parte mais importante da proposta é também a mais debatida: a criação de uma via para a naturalização de milhões de imigrantes sem autorização para viver no país.

Reid rejeita emenda de fortalecimento de fronteira

O líder da maioria no Senado, Harry Reid (D-NV), derrubou esta semana a exigência de se incluir a emenda de um republicano para fortalecer a segurança na fronteira como uma contrapartida para aprovação do projeto de lei da reforma de imigração.
A emenda, patrocinada pelo senador John Cornyn (R-TX), exigiria que o governo atendesse às metas de selar a fronteira antes de conceder o status legal completo para cerca de 11 milhões de imigrantes ilegais.

Reid, que se referiu à emenda como uma “pílula venenosa”, enfatizou que estas exigências são simplesmente “inaceitáveis”.