Corpo de executivo americano é achado enterrado próximo à rodovia em SP

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David Sommer estava desaparecido desde 11 de janeiro. Coordenador de uma casa de prostituição é suspeito do crime

David Benjamin Sommer

David Benjamin Sommer

DA REDAÇÃO (com G1) – O corpo do executivo americano David Benjamin Sommer, de 50 anos, foi encontrado na última quinta-feira (29) enterrado perto da Rodovia dos Imigrantes, informou a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo. Ele trabalhava na área de seguros e estava desaparecido desde 11 de janeiro.

A polícia diz que o coordenador de uma casa de prostituição, de 28 anos, é responsável pela morte. Ele está preso no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e, segundo a polícia, confessou a morte e a ocultação do cadáver. O assassinato teria sido motivado por ciúmes.

Separado e até recentemente em relacionamento com uma garota menor de idade, o americano estava no Brasil havia nove anos, entre Rio de Janeiro e São Paulo. Ele morava sozinho, gostava de música e era cantor. Segundo a polícia, ele frequentava a casa de prostituição na Liberdade, na região central de São Paulo e tinha um relacionamento conflituoso com as frequentadoras do estabelecimento.

O homem apontado pelas investigações como autor do crime é namorado de uma das moças que atua no local e teria brigado com o executivo. 

“Ele (suspeito)  tinha ciúmes do americano porque o americano emprestava dinheiro para as meninas, só que ele (americano) trabalhava meio que numa agiotagem. Ele emprestava R$ 300 para uma garota de manhã e à tarde ele cobrava R$ 500.  Isso foi gerando entre as meninas uma certa revolta. Em outras não, porque ele era generoso em relação ao dinheiro que dispunha para essas mulheres”, disse a delegada. Há indícios de que o americano estava comprando apartamento para algumas delas.

Testemunhas contaram que a vítima insistiu em ter relações sexuais, e a mulher não quis. “O David gostava de uma moça desse local e ela tinha um relacionamento com o suspeito. No dia 11, quando o David chegou ao local, ele queria transar com essa moça e ela não quis por conta do namorado que estava lá”, contou a diretora do DHPP, delegada Elisabete Sato.

Após a recusa da moça, o americano teria se dirigido a um dos apartamentos do prédio para consumir cocaína, segundo a delegada. “O suspeito o seguiu, deu um mata-leão no americano e aplicou duas injeções do que ele sabe ser um sonífero, mas não soube especificar qual”, afirmou Elisabete. David morreu em seguida.

As investigações mostraram que o homem alugou uma geladeira para colocar o corpo, levou até as margens da Rodovia dos Imigrantes, entre os km 12 e 13, onde o enterrou.

“Ele disse que, após o americano ter falecido, ele o tirou desse prédio dentro de uma geladeira. Contratou um carreto que levou a geladeira com o corpo dentro até a Rodovia dos Imigrantes”, disse a delegada. A geladeira foi queimada.

O suspeito preso tem passagens por roubo e tráfico de drogas. O corpo de David foi desenterrado pelo Corpo de Bombeiros.

A polícia investiga se mais pessoas participaram do crime, mas o suspeito resiste a mencionar outros nomes. “Ele está protegendo alguém, com certeza, porque me parece impossível alguém sozinho carregar uma geladeira, tirar um corpo, fazer uma cova, enterrar um corpo, botar fogo na geladeira e sair do local”, disse a delegada.

O desaparecimento de Sommer foi comunicado à Delegacia de Pessoas Desaparecidas do DHPP  no dia 14 de janeiro, por uma sócia dele.