Estados Unidos

Depois da shrinkflation, surge a skimpflation: empresas mantêm preços e entregam menos qualidade

A nova tendência aparece quando marcas cortam ingredientes, serviços ou benefícios sem diminuir o valor cobrado, fazendo consumidores sentirem que estão recebendo menos pelo mesmo preço

A diferença está no que o consumidor recebe: em vez de uma embalagem menor, a mudança aparece no produto ou na experiência de compra. (Foto: Charles Rondeau/ Public Domain Pictures)

Você já teve a sensação de pagar o mesmo valor por um produto ou serviço e receber menos em troca? A embalagem pode até ser a mesma, mas o atendimento piorou, um benefício desapareceu ou a qualidade caiu. Esse fenômeno ganhou um nome: skimpflation.

Diferente da shrinkflation (reduflação), quando empresas reduzem a quantidade de um produto mantendo o preço, como uma embalagem menor pelo mesmo valor, a skimpflation acontece quando há uma redução na qualidade ou na experiência oferecida ao consumidor.

Exemplos desse fenômeno aparecem no dia a dia: hotéis que deixaram de fazer limpeza diária nos quartos, restaurantes com menos funcionários e maior tempo de espera, companhias aéreas cobrando por serviços que antes estavam incluídos e empresas substituindo atendimento humano por sistemas automatizados.

O termo foi criado em 2021 pelo jornalista Greg Rosalsky, da NPR, para descrever uma realidade percebida por muitos consumidores: pagar o mesmo preço ou até mais por algo que já não entrega o mesmo valor.

Economistas explicam que empresas podem adotar essas medidas para reduzir custos diante do aumento de salários, aluguel e outros gastos. Em alguns casos, a tecnologia pode trazer mais praticidade, mas o debate surge quando a economia para a empresa significa uma experiência pior para o cliente.

No fim, a pergunta que define a skimpflation é simples: o que você está recebendo ainda vale o preço que está pagando?

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