Você já teve a sensação de pagar o mesmo valor por um produto ou serviço e receber menos em troca? A embalagem pode até ser a mesma, mas o atendimento piorou, um benefício desapareceu ou a qualidade caiu. Esse fenômeno ganhou um nome: skimpflation.
Diferente da shrinkflation (reduflação), quando empresas reduzem a quantidade de um produto mantendo o preço, como uma embalagem menor pelo mesmo valor, a skimpflation acontece quando há uma redução na qualidade ou na experiência oferecida ao consumidor.
Exemplos desse fenômeno aparecem no dia a dia: hotéis que deixaram de fazer limpeza diária nos quartos, restaurantes com menos funcionários e maior tempo de espera, companhias aéreas cobrando por serviços que antes estavam incluídos e empresas substituindo atendimento humano por sistemas automatizados.
O termo foi criado em 2021 pelo jornalista Greg Rosalsky, da NPR, para descrever uma realidade percebida por muitos consumidores: pagar o mesmo preço ou até mais por algo que já não entrega o mesmo valor.
Economistas explicam que empresas podem adotar essas medidas para reduzir custos diante do aumento de salários, aluguel e outros gastos. Em alguns casos, a tecnologia pode trazer mais praticidade, mas o debate surge quando a economia para a empresa significa uma experiência pior para o cliente.
No fim, a pergunta que define a skimpflation é simples: o que você está recebendo ainda vale o preço que está pagando?
