Dilma cancela viagem de equipe responsável por preparar visita aos EUA

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Presidente ficou irritada com espionagem americana e pode cancelar a visita a Washington em outubro

 presidente Dilma Rousseff
Da Redação com Agência Brasil – A presidente Dilma Rousseff cancelou o envio a Washington da equipe formada por funcionários da Presidência da República, responsável por preparar a primeira visita com honras de Estado. Os brasileiros viajariam no sábado (7). A equipe, formada por seguranças, diplomatas e funcionários do cerimonial, deveria ficar em Washington por cinco dias, preparar a agenda de compromissos e verificar as instalações.

Eles são responsáveis pela organização da logística da viagem, como hospedagem, transporte, rotas seguras que devem ser percorridas pela presidente da República. Viagens de Dilma ao exterior e internas no Brasil todas são antecedidas por uma equipe precursora.

No último dia 2, Dilma sinalizou a possibilidade de adiar ou até mesmo cancelar a visita, marcada para 23 de outubro. Em meio às denúncias de espionagem, envolvendo dados pessoais dela e de assessores, a presidente avalia a situação. Mas, oficialmente, o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, evitou comentar o tema.

Antes da visita de Dilma aos Estados Unidos, ela deve participar, em Nova York, no próximo dia 24, da Assembleia Geral das Nações Unidos, como convidada, sem caráter de chefe de Estado.

O último brasileiro recebido com honras de chefe de Estado nos Estados Unidos foi o então presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1995. A honraria é concedida pelos norte-americanos a raras autoridades, pois envolve uma série de situações relacionadas ao cerimonial.
Pela previsão anterior, Dilma seria recebida na Casa Branca com um tapete vermelho e homenageada com um jantar de gala. Também terá momentos de retribuição às homenagens que receberá, como ao depositar flores no obelisco – monumento em memória aos heróis de guerra.

Em maio, quando o então ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, foi a Washington e esteve com o secretário de Estado, John Kerry, ficou definida a data da visita de Dilma.

Para evitar mais constrangimentos, o governo brasileiro incumbiu a Telebras de construir o primeiro satélite geoestacionário brasileiro que poderá aumentar a segurança do tráfego de dados importantes no país, os quais passarão a ser criptografados, segundo prevê Caio Bonilha, presidente da Telebras.