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Dois meses preso pelo ICE, pai brasileiro é solto e reencontra filha doente na Pensilvânia

Acusações contra o pai foram retiradas; campanha para tratamento da filha já arrecadou mais de US$ 100 mil

Bruno Guedes da Silva abraça a filha Maria Paula, de 6 anos, no Hospital Infantil de Pittsburgh ( Foto: Reprodução/ redes Sociais )

Um brasileiro preso pelo ICE há dois meses na Pensilvânia foi solto nesta semana e conseguiu se reencontrar com a filha de seis anos, que luta contra um câncer, no Hospital Infantil de Pittsburgh. Bruno Guedes da Silva deixou o centro de detenção na terça-feira (15 de abril) após o pagamento de uma fiança de US$ 5 mil.

A história de Bruno virou notícia nos Estados Unidos desde fevereiro, quando agentes do ICE o abordaram dentro do carro, em Glen Osborne, sem pedir documentos. Homens com coletes verdes desceram de um SUV preto e simplesmente disseram que ele estava sendo levado. O motivo veio depois: em 2024, Bruno havia tentado comprar uma arma em uma loja em McCandless e respondeu “não” a uma pergunta sobre situação migratória irregular no formulário federal. A compra foi negada, mas ele não foi informado do porquê e nem sabia que um mandado de prisão havia sido aberto contra ele.

Segundo o advogado Tom Farrell, Bruno acreditava estar no país legalmente, já que tinha autorização de trabalho, número de Seguro Social e carteira de motorista. A situação migratória dele é complexa: ele entrou nos EUA sem documentação em 2022, mas foi liberado e recebeu esses documentos enquanto o pedido de asilo tramitava na Justiça. Para o ICE, porém, ter autorização de trabalho não significa ter status legal no país, uma distinção que pegou a família de surpresa.

Bruno fugiu do Brasil em 2022 depois que sua família passou a sofrer ameaças por ele atuar como agente penitenciário. Nos EUA, pediu asilo e construiu sua vida ao lado da filha Maria Paula, que enfrenta a segunda batalha contra o linfoma de Hodgkin.

As acusações foram retiradas pelo Ministério Público do Condado de Allegheny, abrindo caminho para a liberação. Durante a detenção, familiares criaram uma campanha no GoFundMe para custear o tratamento da menina, que já arrecadou mais de US$ 101 mil. O futuro do processo imigratório de Bruno ainda é incerto.

Com informações WTAE-TV.

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