Estudo mostra que tornozeleira eletrônica causa problemas psicológicos em imigrantes

Mais de 31 mil imigrantes usam os monitores nos Estados Unidos e não podem estar a mais de 70 milhas de casa

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Os usuários se queixam de humilhações, de problemas para conseguir trabalho, de dificuldades no dia a dia, e outros problemas (Foto: thenationaltriallawyers.org)
Os usuários se queixam de humilhações, de problemas para conseguir trabalho, de dificuldades no dia a dia, e outros problemas (Foto: thenationaltriallawyers.org)

O governo americano utiliza as tornozeleiras eletrônicas para monitorar milhares de imigrantes indocumentados que estão aguardando por audiências com juízes de imigração. Hoje, 31.069 pessoas são monitoradas por essas tornozeleiras em todo o País. Os imigrantes que usam esse equipamento têm que estar no máximo a 70 milhas de distância de casa.

A ideia do governo é, com as tornozeleiras, evitar que essas pessoas sejam presas. Mas um estudo recente denominado Cyber Prisons: Ending of Use of Electronic Ankle Shackles mostra que esses monitores geram problemas psicológicos a esses imigrantes.

Dos mil imigrantes entrevistados no levantamento, 12% relataram que já pensaram em suicídio e 88% relataram algum tipo de dano psicológico devido ao uso do monitor no tornozelo.

Os usuários se queixam de humilhações, de problemas para conseguir trabalho, de dificuldades no dia a dia, e outros problemas. Mesmo depois que o equipamento é retirado, os alvos do estudo disseram que os danos são permanentes.

Ativistas da causa imigratória argumentam que as tornozeleiras “transformam pais de família em criminosos”. “Eu fiquei chocada quando vi o resultado desse estudo. Eu sabia do desconforto causado, mas não imaginava que gerava tantos danos psicológicos”, disse Layla Razavi, da ONG Freedom for Immigrants.

Os autores do estudo pedem que esses monitores sejam removidos e que os imigrantes possam responder ao processo em liberdade.