EUA iniciam distribuição de medicamento com anticorpos contra a covid-19

O primeiro lote do REGN-COV2 começa a ser distribuído nesta terça-feira (24) para os estados que apresentam maior número de casos positivos de covid-19 e hospitalizações

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Comunidade deve se vacinar contra a hepatite A FOTO Emily Cramer - CDC
O tratamento combina dois tipos de anticorpos que podem ser usados por pessoas com sintomas leves da covid-19 (foto: wikimedia)

O tratamento denominado REGN-COV2 teve o uso emergencial aprovado pela Food and Drug Administration (FDA) no sábado (21). A medicação combina dois tipos de anticorpos que podem ser usados por pessoas que apresentem sintomas leves da covid-19.

Agora, o laboratório Regeneron Pharmaceuticals Inc se prepara para iniciar a distribuição do medicamento a partir desta terça-feira (24), para os estados com maior número de casos confirmados e hospitalizações.

Durante uma live com jornalistas, o secretário do Health and Human Services (HHS), Alex Azar, disse que o governo irá enviar, inicialmente, 30 mil doses . Mas que durante o mês de dezembro outras 300 mil doses devem ser entregues em todo o país.

Em julho, o governo federal deu à Regeneron $ 450 milhões para apoiar a fabricação da droga que foi utilizada pelo presidente Donald Trump para recuperar-se da covid-19, em outubro.

Segundo especialistas em saúde, os anticorpos imitam o que o sistema imunológico faz depois de contrair a covid-19 e bloqueia o acesso do vírus às células humanas.

O remédio é ministrado pela via intravenosa e só é eficaz durante a fase inicial do contágio.

O REGN-COV2 é o segundo com anticorpos sintéticos que recebe a aprovação emergencial da FDA. No último dia 10 de novembro, um tratamento semelhante desenvolvido pelo laboratório Eli Lilly também conseguiu a aprovação de uso emergencial.

Outro tratamento alternativo que segundo as autoridades de saúde já foi utilizado por cerca de 250 mil pessoas em todos os EUA é a injeção de plasma convalescente rico em anticorpos de pacientes recuperados. Entretanto, algumas autoridades no assunto argumentam que não há dados suficientes para comprovar que o plasma convalescente é um tratamento eficaz.