Brasil

Flávio Bolsonaro não entrega passaportes à PF e polícia investiga possível saída do Brasil

Senador não foi localizado na terça-feira (27), após ordem de Moraes; derrotado na eleição, ele ficará sem mandato em fevereiro de 2027.

Flávio Bolsonaro foi intimado pela PF na segunda-feira (26), um dia após perder a eleição presidencial para Lula.

Flávio Bolsonaro não entregou seus passaportes à Polícia Federal no prazo de 24 horas determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. Na terça-feira (27), a PF iniciou buscas por informações sobre seu paradeiro e enviou agentes à casa do senador, em Brasília. Flávio, derrotado por Lula na eleição presidencial de domingo (25), está proibido de deixar o Brasil e teve seus passaportes comum e diplomático cancelados.

A polícia investiga informações de que Flávio teria atravessado a fronteira com a Argentina para seguir aos EUA em avião particular. Aliados do senador confirmaram a viagem, mas o governo argentino negou a entrada no país. As primeiras verificações da PF não encontraram registros de saída por postos regulares de fronteira. Rogério Marinho, coordenador da campanha presidencial de Flávio, também negou que ele tenha deixado o Brasil.

Flávio é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas, com ligações a empresas de apostas, as bets. Moraes proibiu seu contato com o advogado Willer Tomaz, investigado no mesmo caso. O senador também é alvo de investigação sobre o financiamento do filme Dark Horse sobre Jair Bolsonaro, com recursos ligados ao empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Na segunda-feira (26), Flávio afirmou em vídeo que entregaria os documentos e negou qualquer intenção de fugir do país. O senador classificou a decisão de Moraes como intimidação e disse que a medida foi motivada por declarações do irmão Eduardo Bolsonaro, que sugeriu sua saída do Brasil em caso de derrota.

Flávio enfrenta o fim da trajetória ininterrupta em cargos eletivos. Seu mandato no Senado termina em 2027 e, a partir de fevereiro, ficará sem cargo público pela primeira vez em 24 anos. A perda do mandato altera a competência judicial de investigações, embora casos relacionados ao exercício da função parlamentar possam permanecer no STF.

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