Flórida planeja entregar vouchers para pais de alunos que discordam das máscaras

Vouchers permitirão que estudantes sejam transferidos para uma escola particular que não exija uso de máscara, pago com recursos do estado

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Estado possui cerca de 1,6 milhão de estudantes que ainda não se qualificam para a vacina contra a covid-19 (foto: Wikimedia)

Uma semana depois que o governador Ron DeSantis assinou uma ordem proibindo distritos escolares da Flórida de exigirem que alunos das escolas públicas usem máscaras em salas de aula, o governo estadual propôs uma nova estratégia: a entrega dos vouchers Hope Scholarship.

Os vouchers garantem aos pais que discordam da proteção facial transferirem seus filhos para uma escola particular, que não tenha essa exigência, pago com dinheiro do estado.

A proposta ainda está sendo desenvolvida pelo Florida Board of Education, mas foi anunciada nesta quinta-feira (5) após a resistência de alguns condados em cumprirem a ordem executiva 21-75, que pune com suspensão de recursos públicos os distritos escolares que demandarem as coberturas.

Os condados de Duval e Alachua decidiram manter a exigência mesmo sob risco de ficar sem dinheiro no caixa das escolas, e o conselho escolar de Broward agendou uma reunião de emergência para discutir o assunto.

“O governador sabe que não pode dizer aos distritos escolares para não proteger as crianças contra o vírus”, disse ao jornal Sun-Sentinel o senador estadual Shevrin Jones, D-West Park. “Isso nunca se sustentaria em um Tribunal, então, eles estão voltando atrás”, concluiu.

O voucher Hope Scholarship (Bolsa Esperança, na tradução em português), existe desde 2017 e é usado para permitir que estudantes vítimas de bullying mudem para uma escola particular sem gerar prejuízo financeiro para as famílias. A ampliação da medida essencialmente coloca as máscaras no mesmo plano do bullying.

A Florida Board of Education marcou uma reunião virtual nesta sexta-feira às 11 a.m. para finalizar a proposta, de acordo com a agenda pública divulgada nesta quinta.

O estado possui cerca de 1,6 milhão de crianças com 12 anos de idade ou menos, o que ainda não os qualifica para receber a vacina contra a covid-19. 

A volta às aulas está prevista para este mês.