A disputa envolve a recusa do estado em conceder placas sigilosas para veículos utilizados pelo U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE) em operações migratórias. A medida provocou reação imediata do Departamento de Justiça americano (DOJ), que enviou uma carta oficial à governadora Maura Healey exigindo que revertesse a decisão do Registry of Motor Vehicles (RMV). O governo federal classificou a decisão de Massachusetts como “ilegal” e “discriminatória”, afirmando que a restrição compromete a segurança dos agentes e dificulta operações de fiscalização migratória.
Em contrapartida, a administração Healey afirmou que “Massachusetts não utilizará recursos públicos para ajudar o ICE a operar em segredo enquanto viola direitos civis e promove detenções migratórias sem transparência”. A gestão democrata argumenta que o uso de placas confidenciais deve ser restrito a investigações criminais conduzidas por forças policiais.
A identificação dos veículos utilizados pelos agentes federais tornou-se um dos principais argumentos do governo estadual para negar placas sigilosas à agência federal. Defensores da medida afirmam que a transparência ajuda a evitar abordagens consideradas abusivas e reduz o clima de medo entre comunidades imigrantes.
Grupos comunitários passaram a fotografar placas de veículos suspeitos utilizados pelo ICE em cidades da região metropolitana de Boston. O conteúdo é compartilhado em aplicativos de mensagens para alertar moradores sobre possíveis operações em andamento.
Reportagens da WBUR apontam que mais de 7 mil pessoas foram detidas pelo ICE no estado nos últimos meses, muitas delas sem antecedentes criminais e acusadas apenas de infrações civis ligadas ao status migratório.
Com informações do Boston Globe, WBUR e GBH News.
