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IEA espera que Opep+ reduza lacuna ‘artificial’ na oferta de petróleo

Apesar dos apelos, os produtores de petróleo não estão propensos a ajudar a preencher esta lacuna

A Opep+ é formada pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo, a Rússia e seus aliados (Foto: REUTERS)
A Opep+ é formada pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo, a Rússia e seus aliados (Foto: REUTERS)

O chefe da Agência Internacional de Energia, Fatih Birol, disse nesta quarta-feira (24) que os mercados de petróleo estão sofrendo com uma lacuna artificial na oferta, e espera que os países produtores da Opep+ façam mais para reduzir os preços em uma próxima reunião.

“O fator que gostaria de sublinhar responsável por estes preços elevados é a posição de alguns dos principais fornecedores de petróleo e gás; e alguns dos países não assumiram, a nosso ver, uma posição útil nesse contexto”, disse Fatih Birol, em uma apresentação online.

“Algumas das principais tensões nos mercados de hoje podem ser consideradas um aperto artificial… porque nos mercados de petróleo hoje vemos cerca de 6 milhões de barris por dia em capacidade de produção sobressalente que estão com os principais produtores, países da Opep+”, acrescentou o chefe da IEA (na sigla em inglês).

A Opep+, formada pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo, a Rússia e seus aliados, ignorou os apelos dos Estados Unidos e de alguns outros consumidores para bombear mais.

Birol disse esperar que, quando o clube de produtores se reunir em 2 de dezembro para discutir a política, “tome as medidas necessárias para aliviar os mercados globais de petróleo e ajudar a baixar os preços a níveis razoáveis”.

A Rússia pode “facilmente” aumentar suas exportações de gás para a Europa em cerca de 15% para diminuir um aperto no fornecimento e nos preços, acrescentou Birol.

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