Uma investigação da ABC News revelou uma rede de fraudes que mira imigrantes em situação vulnerável nos EUA, principalmente famílias de pessoas detidas por autoridades migratórias.
Segundo a reportagem, criminosos estão se passando por advogados de imigração, consultores legais e até funcionários do governo para enganar vítimas.
Em alguns casos, os golpes começam nas redes sociais ou aplicativos de mensagem. Os fraudadores prometem ajudar na liberação de pessoas detidas pela imigração, cobram taxas elevadas e enviam documentos falsos que parecem oficiais.
A investigação também aponta um nível sofisticado do esquema: a criação de audiências falsas de imigração, realizadas por videochamada, com pessoas fingindo ser juízes ou autoridades. Nessas “sessões”, vítimas chegam a receber instruções e decisões falsas, que podem afetar seus processos reais.
Um dos casos relatados envolve uma jovem da Guatemala que perdeu mais de $10 mil por achar que estava contratando uma advogada legítima. Ela chegou a receber documentos parecidos com formulários oficiais do governo, o que aumentou a confiança no golpe.
As autoridades citadas na reportagem alertam que os criminosos exploram especialmente o medo e a urgência de famílias com parentes em detenção. Muitos imigrantes, sob pressão e sem acesso fácil a informação jurídica confiável, acabam aceitando ajuda sem verificar credenciais.
O DHS (Department of Homeland Security) alerta que agentes oficiais nunca pedem pagamentos por telefone, não aceitam transferências informais e não conduzem processos legais fora do sistema judicial.
