A pouco mais de um mês da Copa do Mundo, a participação da Seleção Iraniana ainda está cercada por tensão diplomática e incertezas. Classificada em campo como líder de seu grupo nas eliminatórias asiáticas, a equipe teme atuar em solo norte-americano em função do conflito entre as duas nações. Por isso a federação do país do Oriente Médio solicitou oficialmente à Fifa garantias de proteção.
“Precisamos garantir de que eles não insultem os símbolos do nosso Sistema”, afirmou Mehdi Taj, presidente da entidade máxima do futebol do Irã. Os dirigentes já haviam solicitado a mudança dos jogos para as outras duas sedes (Canadá ou México), mas o pedido foi rejeitado pela Fifa, que manteve a tabela original da competição. Os planos preveem a chegada da seleção iraniana aos EUA no dia 10 de junho, cinco dias antes da estreia em Seattle contra a Nova Zelândia. Os outros dois adversários na primeira fase são a Bélgica (dia 21, em Los Angeles) e Egito (dia 27, em Seattle).
Nos bastidores da organização do Mundial, o assunto tem gerado enorme preocupação. Afinal, em uma história centenária, trata-se da primeira Copa do Mundo diretamente impactada por um conflito geopolítico entre um país participante e um dos anfitriões. Apesar de não admitirem publicamente, as autoridades não descartam possíveis riscos envolvendo torcedores e delegações de países diretamente afetados por políticas migratórias e tensões diplomáticas durante o torneio.
DROPS
- Fim de uma era … depois de mais de seis décadas de parceria com a Fifa, a empresa italiana Panini vai deixar de produzir os álbuns de figurinhas que são uma febre global e atravessam gerações. A partir de 2031, o produto será comercializado pela Fanatics, que já anunciou novidades como “patchs” colecionáveis. Apenas como fonte de informação e para confirmar a paixão pelas figurinhas, vale dizer que há quase dez anos um álbum completo da Panini referente à Copa do Mundo de 1970 foi vendido pelo valor recorde de 14 mil dólares na Europa… e estava assinado – nada mais, nada menos – por Pelé, o Rei do Futebol.
- A torcida do Galo desaprova a ideia da diretoria do Atlético-MG de promover uma despedida ao craque Hulk antes do jogo desta rodada do Brasileirão. A idolatria ao jogador permanece intacta, até porque ele foi o principal responsável pelos títulos recentes do clube. Mas, como Hulk já fez vídeo com a camisa do Fluminense e até cantou a musiquinha da nova casa, os torcedores acham que não há clima para esta festa. Errados eles não estão!
- A chapa está quente no Real Madrid. Depois de mais uma ano sem taças, o clube merengue vive uma crise sem precedentes: torcida pede a saída do principal jogador (Mbappé), parte do elenco sequer dirige a palavra ao técnico Álvaro Arbeloa e os atletas Valverde e Tchouaméni se engalfinharam nos treinos, a ponto de o uruguaio precisar ser levado para o hospital. E o inferno astral deve continuar – neste domingo, o Real enfrenta o Barcelona na casa do adversário e corre sério risco de ver o maior rival conquistar o título da La Liga no El Clássico. Que fase!

