Itamaraty concede passaportes diplomáticos a bispo Edir Macedo e esposa

De acordo com documento publicado no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (15), religioso poderá "desempenhar de maneira mais eficiente suas atividades em prol das comunidades brasileiras no exterior"

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Bispo Edir Macedo e a esposa Ester terão passaporte diplomático FOTO Igreja Universal do Reino de Deus
Bispo Edir Macedo e a esposa Ester terão passaporte diplomático FOTO Igreja Universal do Reino de Deus

O ministério das Relações Exteriores concedeu passaportes diplomáticos ao bispo Edir Macedo, fundador e líder da Igreja Universal do Reino de Deus, e à mulher dele, Ester Eunice Rangel Bezerra. A decisão foi publicada nesta segunda-feira (15) no Diário Oficial da União. As informações são do jornal O Globo.

A decisão de conceder o privilégio do passaporte diplomático é do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. O documento tem validade de três anos e os benefícios são: acesso à fila separada, tratamento menos rígido em nações com as quais o Brasil tem relação diplomática e, em alguns países, a exigência de visto se torna dispensável. O documento é tirado sem nenhum custo.

De acordo com a publicação, os passaportes diplomáticos foram concedidos porque o ministro entende que os bispo e sua esposa poderão, de acordo com a legislação que estabelece os critérios para a emissão, “desempenhar de maneira mais eficiente suas atividades em prol das comunidades brasileiras no exterior”.

Em julho de 2016, durante a gestão do ex-presidente Michel Temer, o Itamaraty suspendeu a emissão dos documentos de viagem para líderes religiosos, sob o argumento de que o Brasil é um estado laico. Na ocasião, o pastor R. R. Soares, também fundador da Universal e hoje líder da Igreja Internacional da Graça de Deus, havia recebido o passaporte junto com a mulher, Maria Magdalena Ribeiro Soares. A concessão foi suspensa em caráter liminar pela Justiça Federal de São Paulo, pelo mesmo motivo referente à laicidade.

O líder religioso apoiou o presidente Jair Bolsonaro publicamente na eleição presidencial de outubro passado. Através das redes sociais, ele declarou voto no então candidato do PSL antes mesmo do primeiro turno, logo após ser questionado por um seguidor sobre o assunto.