Justiça Eleitoral do Brasil rejeita 2,6 mil candidaturas de políticos

Quase metade desses candidatos ainda se mantém na disputa, entretanto, porque recorreram da decisão e aguardam novo julgamento

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Ficha Limpa
Ficha Limpa

DA REDAÇÃO – A Justiça Eleitoral do Brasil rejeitou 2.599 candidaturas de políticos nessas eleições. A Lei da Ficha Limpa motivou a rejeição de 157 candidaturas até agora, segundo dados parciais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Esse total está dividido em 2 grupos, dos quais 1.255 estão fora das eleições de 2018, pois não cabe mais recurso. Elas são chamadas de indeferidas, e 80 foram barradas por conta da Ficha Limpa.

Os números mostram que 1.344 candidaturas foram rejeitadas, mas continuam na disputa, porque há um recurso ainda não analisado. Elas são chamadas indeferidas com recurso, e 77 estão nessa situação por conta da Ficha Limpa.

Sancionada em 2010, a lei impede de concorrer nas eleições quem foi condenado em 2º instância, renunciou ao mandato após abertura de processo ou teve as contas rejeitadas pelos tribunais de contas. Os dados de motivo de cassação de candidaturas começaram a ser divulgados pelo TSE em 2016, portanto não é possível fazer uma comparação com a última eleição majoritária, de 2014.

O motivo principal para a rejeição de candidaturas é a ausência de requisito de registro, que ocorre quando o candidato não apresentou todos os documentos ou preencheu todos os requisitos exigidos pela lei eleitoral. Das 2.599, 2.251 foram rejeitadas por não obedecerem aos requisitos exigidos pela lei.