Maré vermelha causa a morte de toneladas de animais marinhos na Flórida

Proliferação de algas tóxicas afeta duramente as áreas de Tampa Bay e Pinellas e causa prejuízos para o ecossistema marinho e a indústria pesqueira da região

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Agentes do Florida Fish and Wildlife Conservation (FWC) observam a mortandade de peixes na baía de Tampa Bay (foto: FWC)

Autoridades do condado de Pinellas retiraram milhares de animais marinhos mortos pela maré vermelha que foram parar em suas praias na semana passada.

O condado, que está sendo duramente afetado pelo fenômeno, se deparou com toneladas de peixes, tartarugas, entre outros que foram arrastados para a costa.

Vários barcos foram contratados pela administração local para “varrer”as águas e retirar os animais mortos usando redes de pesca de camarão. Segundo o jornal Tampa Bay Times,  mais de 1.440 toneladas já foram resgatados das praias e da baía.

A maré vermelha (red tide, em inglês) acontece todos os anos na Flórida e causa prejuízos irreparáveis para o ecossistema marinho e para a indústria pesqueira da região.

O problema é causado pela alga tóxica Karenia brevis que se prolifera muito rapidamente e libera neurotoxinas mortais para a vida selvagem, além de danos ao sistema respiratório dos humanos.

O incidente este ano está tão sério, que especialistas questionaram se um acidente em uma antiga fábrica de fertilizantes chamada Piney Point poderia estar piorando a situação. 

Em março, foram detectados problemas na fábrica que armazenava águas residuais de fosfato. No início de abril, moradores próximos foram temporariamente evacuados. Dois dias depois, o governador Ron DeSantis decretou estado de emergência. Para evitar o colapso do reservatório a usina liberou milhões de galões de água contaminada na Baía de Tampa Bay.

Nesta terça-feira (20), DeSantis visitou a região e disse em uma conferência de imprensa que a tempestade tropical Elsa pode ter empurrado algumas algas ao longo da costa da Flórida para a Baía, e que os despejos de resíduos de Piney Point não causaram a proliferação das algas que “já estavam aqui”.

O prefeito de  St. Petersburg, Rick Kriseman, pediu ao governador para decretar estado de emergência e liberar recursos para a limpeza das praias. Mas até o momento nenhuma ação neste sentido foi tomada pelo governo estadual.