O mercado imobiliário de luxo de Miami continua atraindo compradores de diferentes partes do mundo, incluindo brasileiros. Colômbia, México e Argentina também estão entre os países que movimentam o setor, segundo corretores.
Mayi de la Vega, fundadora da ONE Sotheby’s International Realty, afirmou que compradores colombianos representam entre 20% e 25% da demanda internacional observada em seu mercado. Ela também destacou a presença de mexicanos, brasileiros e argentinos. Já a incorporadora Swire Properties relatou interesse de investidores da Espanha e da Turquia.
A força do segmento aparece nos preços. Segundo relatório divulgado em outubro pela Miami Association of Realtors, o patamar dos 5% de casas mais caras do sul da Flórida chegou a $ 3,2 milhões nos primeiros nove meses de 2026. Entre o 1% de imóveis mais caros, o valor alcançou $ 10,3 milhões.
A Flórida também mantém sua posição como principal destino dos compradores internacionais nos Estados Unidos. Dados da National Association of Realtors mostram que o estado concentrou 20% das aquisições feitas por estrangeiros entre abril de 2025 e março de 2026.
No mesmo período, esses compradores movimentaram $ 45,3 bilhões em imóveis residenciais usados em todo o país, embora o volume tenha caído 19,1% em relação ao ano anterior.
Especialistas atribuem o interesse por Miami não apenas ao clima e às propriedades à beira-mar, mas também à expansão dos setores de tecnologia e finanças, ao ambiente tributário da Flórida e à procura por investimentos em dólar.
A combinação de capital estrangeiro e compradores vindos de outros estados americanos continua sustentando a demanda por imóveis de alto padrão em bairros como Brickell e Coconut Grove.
