Morre aos 98 anos a primeira juíza negra dos Estados Unidos

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Jane Bolin lutava pela família e contra a discriminação racial entre americanos

Jane Bolin, a primeira juíza negra dos Estados Unidos, morreu na segunda-feira, aos 98 anos. Bolin foi também a primeira negra a receber um diploma de advogada da Escola de Direito da Universidade de Yale. Filha de um advogado de Nova York, ela se formou em 1932 e, sete anos depois, tornou-se juíza de um Tribunal de Relações Domésticas.

A juíza lutou durante 40 anos pela família e contra a discriminação racial, que sofreu quando era a única estudante negra do Colégio Wellesley e depois da Universidade de Yale. Também ajudou a criar um centro multirracial de reabilitação de delinqüentes juvenis.

Em 1974, Bolin escreveu que achava que o isolamento nos seus anos de estudante “talvez tenha sido responsável pelo interesse ao longo de toda a vida por problemas sociais, como a pobreza e a discriminação racial”.

Apesar disso, nunca deu muita importância ao fato de ter superado os problemas até se tornar a primeira juíza negra do país. “Todos falam muito, mas eu não penso nisso. Nunca me preocupou ser a primeira, a segunda ou a última. Minha principal preocupação sempre foi o meu trabalho”, afirmou.

Nascida em 11 de abril de 1908, em Poughkeepsie (Nova York), Bolin se casou com outro advogado, em 1932. Seu primeiro marido morreu em 1943 e depois ela voltou a se casar, com o pastor Walter Offut, que morreu em 1974. Deixa apenas um filho, Yorke Mizelle.