Mulher morre depois de contrair bactéria em ostra crua

Bactéria está presente em alimentos crus e na água

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Uma mulher morreu no Texas depois de contrair a bactéria ‘comedora’ de cérebro (flesh-eating bacteria) em ostras cruas. Jeannette LeBlanc estava de férias na Louisiana com a família e amigos e comprou ostras em um mercado local. Logo depois de consumir os mariscos ela começou a passar mal.

Segundo a KLFY-TV, a mulher comeu cerca de duas dúzias de ostras cruas e entrou em choque. “Ela começou a ter dificuldade extrema de respirar e erupção cutânea por todo o corpo””, disse a Vicki Bergquist, que estava com Jeannette no momento.

Quando foi levada para o hospital, os médicos disseram que ela havia contraído a bactéria. De acordo com o Centers for Disease Control and Prevention, a vibriose pode ser contraída em carne crua ou malpassada e em feridas abertas, caso a pessoa esteja no mar ou em lagos. A doença afeta 80 mil pessoas todos os anos.

Jeanette passou 21 dias lutando pela vida no hospital, mas morreu no dia 15 de outubro. O caso só veio à tona nesta segunda-feira (8).

Perigo da ingestão de ostras

A ostra é perigosa por ser considerada um filtro no mar. “Ela filtra em torno de quatro a seis litros de água por hora e todas as impurezas das águas ficam retidas nos sifões. Se tiver microalgas, bactérias, vírus, tudo é retido nos sifões”, diz a pesquisadora Regine Vieira. Especialistas pedem para que as pessoas evitem comprar ostras cruas em mercados abertos, em que não são conservadas de forma adequada. Para não correr riscos, a recomendação é comer as ostras sempre cozidas.