Novo iPhone 14 será vendido no Brasil por até R$15,499; quase três vezes a mais que nos EUA

Entre as  inúmeras inovações do sucessor do iPhone 13 está um recurso que conecta o aparelho à rede de satélite em caso de emergência em áreas sem cobertura de celular

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Nova linha de celulares da Apple foi lançada qurarta-feira na Califórnia (foto: Flickr)

A nova linha de iPhones foi lançada mundialmente pela Apple na quarta-feira (7) em Cupertino, na Califórnia, nas versões 14, 14 Plus, 14 Pro e 14 Pro Max. As pré-vendas nos EUA começaram nesta sexta-feira (9) e os aparelhos serão enviados aos consumidores a partir do dia 16 de setembro; com exceção do iPhone 14 Plus que só estará disponível a partir de 7 de outubro. A linha mini deixou de existir.

No Brasil, ainda não há uma data para a chegada dos novos modelos, mas a representante brasileira da empresa americana já divulgou sua tabela de preços. Assim como ocorreu quando saíram as versões 12 e 13, para adquirir um iPhone da última linha, o brasileiro terá que desembolsar mais que o dobro do preço cobrado nos EUA. Para se ter uma ideia, o modelo 14 Pro Max 1 terabyte (TB), que nos EUA custa em média $1,500, no país sul-americano o valor é $ 15.499.

O modelo mais simples, iPhone 14 128Gb,que por aqui sai por $799,00, no Brasil, o desembolso é R$7,599, mais de cinco vezes o valor do salário mínimo do país. Além da alta do dólar, outra justificativa para os preços altos é a carga elevada de tributos que incide sobre o produto.

Além das  inúmeras inovações de design e tecnologia, o successor do iPhone 13 oferece um recurso chamado Emergency SOS via Satellite que, como o nome sugere, permite que o aparelho se conecte à rede de satélite em caso de emergência em áreas sem cobertura de celular. O serviço estará disponível nos EUA e Canadá a partir de novembro.

Multa por ausência de carregador

O Ministério da Justiça do Brasil multou a Apple na semana passada em R$ 12,2 milhões e determinou a cassação do registro na companhia na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) . O motivo é a ausência do carregador, que não é mais do padrão USB, o que obriga o consumidor a fazer compra casada.

A Apple recorreu da decisão e alegou que  medida busca reduzir o impacto ambiental. ” Adaptadores de energia representaram nosso maior uso de zinco e plástico, e eliminá-los da caixa ajudou a reduzir mais de 2 milhões de toneladas métricas de emissões de carbono — o equivalente a remover 500.000 carros da estrada por ano”, informou a companhia. O valor de mercado da Apple, estimado em 2,48 trilhões de dólares é 1,5 vez maior do que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, calculado em R$ 8,7 trilhões de reais em 2021.