Carlos Wesley Esportes

Patriots x Seahawks decidem o título do futebol americano

Times repetem a final de 11 anos atrás neste domingo, 8 de fevereiro 

O Seattle Seahawks, do quarterback Sam Darnold, é ligeiramente favorito na disputa contra o New England Patriots (Foto: Wikimedia)
O Seattle Seahawks, do quarterback Sam Darnold, é ligeiramente favorito na disputa contra o New England Patriots (Foto: Wikimedia)

Chegou a hora! O dia mais esperado do ano pelos fãs do futebol americano será neste domingo. O Superbowl 60 vai definir o grande campeão da NFL e a decisão será entre o New England Patriots e o Seattle Seahawks, que no início da temporada não estavam sequer cotados para conseguirem uma vaga nos playoffs. Mas as duas equipes superaram a desconfiança dos analistas e repetem a final de 11 anos atrás, vencida de forma épica pelo time de Massachussets. A partida será no Levi’s Stadium, em San Francisco, e começa às 6:30 p.m. (EST).

Patriots e Seahawks chegaram com méritos ao Superbowl, mas por fatores distintos. Do lado de New England, o diferencial tem sido o quarterback Drake Maye, em sua segunda temporada como profissional. O jovem, inclusive, está cotado para ser o jogador mais valioso (MVP) da temporada, depois de o time terminar o ano passado com apenas quatro vitórias no ano. Ele pode se tornar o quarterback mais jovem a conquistar o título (23 anos e 162 dias). Já o Seattle tem em sua defesa o seu ponto forte, não apenas impedindo a progressão dos adversários, mas também anotando pontos – foram 18 interceptações na temporada regular. O quarterback Sam Darnold e o wide receiver Jaxon Smith-Njigba também merecem elogios.

Este pode ser o jogo da vingança para o Seahawks, já que a derrota no Superbowl em 2015 ainda é uma ferida não cicatrizada. Naquela ocasião, a bola estava na linha de 1 jarda e todos davam como certo o touchdown, já que Seattle tinha o melhor running back da liga, Marshawn Lynch. Só que numa decisão polêmica, a comissão técnica decidiu pelo passe, que foi interceptado por Malcolm Butler na end zone. Final: vitória do Patriots por 28 a 24.

Não há dúvidas de que os 70 mil lugares do Levi’s Stadium estarão ocupados, mesmo com os ingressos mais baratos custando na faixa de US$ 7 mil (cerca de R$ 38 mil). As cifras, aliás, são um capítulo à parte deste grande evento. Os comerciais de 30 segundos durante a transmissão este ano estão sendo comercializados pela “bagatela” de US$ 8 milhões… e todas as cotas foram vendidas, até porque estamos falando de uma audiência superior a 100 milhões de espectadores.

Na bolsa de apostas, o Seahawks desponta como favorito, mas por uma margem pequena, o que comprova o equilíbrio entre os dois times. A maior aposta, curiosamente, veio da Flórida, e por uma boa causa. Dan Newlin, um advogado do Sunshine State, anunciou que jogou US$ 1 milhão na Hard Rock Bet para beneficiar a pesquisa sobre câncer infantil, já que ele doará os ganhos para o Nemours Children’s Hospital, em Orlando. Ele apostou na vitória de Seattle.

Além do confronto em si, outro destaque do Superbowl é o show do intervalo – e o deste ano está entre um dos mais esperados de todos os tempos. O astro porto-riquenho Bad Bunny será o primeiro latino a se apresentar como atração principal do evento e o fato chamou a atenção além da música, graças às polêmicas iniciadas pelo próprio presidente dos EUA, Donald Trump: o líder da nação criticou a escolha da NFL, dizendo que o maior espetáculo norte-americano merecia alguém melhor. “Ridículo”, disse o presidente.

Bad Bunny foi o artista mais ouvido do ano no Spotify em 2025 e recentemente ganhou, pela primeira vez na história, o Grammy na categoria Álbum do Ano com um disco inteiramente em espanhol. Mas o que realmente motivou o ódio da extrema direita no país foi o fato de que o cantor sempre vocalizou sua desaprovação às políticas imigratórias do governo. Para se ter uma ideia do tamanho do embate entre os dois lados, Bad Bunny não incluiu sequer uma cidade norte-americana na sua turnê mundial, pois teme que os agentes do ICE realizem batidas nos locais dos shows. Além dele, a banda Green Day – cujo líder, Billie Joe Armstrong, também é um crítico ferrenho de Trump – se apresentará no Superbowl, em um número homenageando os 60 anos do evento.

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