Pelo menos dois hondurenhos morrem em caravana de imigrantes

Outros 300 desistiram da travessia e voltaram para Honduras; caravana segue com milhares rumo à fronteira

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Em 2018, inúmeras caravanas saíram de San Pedro Sula e enfrentaram os militares e policiais mobilizados por Donald Trump na fronteira México (foto: CNN)
Em 2018, eles saíram de San Pedro Sula e enfrentaram os militares e policiais mobilizados por Donald Trump na fronteira México (foto: CNN)

Pelo menos dois hondurenhos morreram durante a caminhada para a fronteira dos EUA com o México. As autoridades de Honduras confirmaram que um homem de 25 anos faleceu. “Nós lamentamos profundamente a morte de um jovem de 25 anos na caravana de imigrantes. As autoridades estão tomando as providências”, disse o secretário do Interior do México, Alfonso Navarrete Prida.

Este é o segundo hondurenho morto na caravana, que começou na semana passada. O primeiro morreu sábado (20) ao cair de uma caminhonete.

De acordo com a CNN, 300 hondurenhos desistiram da caminhada e voltaram para casa. As autoridades também investigam o desaparecimento de pelo menos 30 pessoas que estariam na caravana.  Neste momento, o grupo está na cidade mexicana de Huixtla e vai voltar a caminhada na quarta-feira (24). A decisão de parar nesta terça-feira (23) se deve à morte do jovem.

“Esta pessoa tinha um sonho. Eles sofreram, nós sabemos que esta é uma rota perigosa e muitas pessoas já morreram. Vamos acender velas em homenagem aos mortos”, disse um dos líderes do movimento.

A próxima parada será na cidade de Mapastepec, a 35 milhas norte de onde estão agora.

A caravana começou com 200 pessoas e já passava de cinco mil integrantes no domingo (19), à medida que novos integrantes aderiram ao movimento.

O México permitiu na noite de segunda-feira (22) a entrada em seu território de centenas de migrantes hondurenhos que estavam retidos em uma ponte na fronteira com a Guatemala e que integravam a caravana que pretende chegar aos Estados Unidos, informou uma autoridade migratória.

Foi permitida a passagem “porque a chancelaria (mexicana) pediu que não ficassem expostos ao tempo e sofrendo com as inclemências do clima”, disse o comissário de Migração Gerardo García.

ONGs guatemaltecas avaliaram que o grupo retido na ponte era formado por cerca de 400 pessoas, enquanto outros milhares de migrantes entraram no México por outros acessos.