Polícia prende envolvido no sumiço de 12 brasileiros nas Bahamas

Grupo desapareceu em novembro de 2016 ao tentar travessia; prisão faz parte da operação ‘Piratas do Caribe’ da Polícia Federal brasileira, do ICE e da Interpol

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Lucirlei tirou fotos em Nassau antes de desaparecer
Lucirlei tirou fotos em Nassau antes de desaparecer

A Polícia Federal (PF) brasileira prendeu o principal suspeito no sumiço de 12 brasileiros, 5 dominicanos e 2 cubanos em novembro de 2016. Os imigrantes tentavam entrar clandestinamente de barco nos EUA e nunca mais foram vistos. O suspeito foi detido no Panamá e levado à Brasília (DF) no domingo (5), onde está sob a custódia das autoridades federais brasileiras. As informações são da Agência Brasil e do Estadão.

A prisão faz parte da operação ‘Piratas do Caribe’ da PF e contou com a parceria do U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE), Interpol e das polícias federais do Panamá e República Dominicana. A operação investiga o grupo que “vendia ajuda” para entrar clandestinamente nos EUA.

Conforme a PF do Brasil, os “coiotes” (traficantes de seres humanos) ofereciam apoio para as pessoas que desejavam entrar clandestinamente nos EUA. Os imigrantes iam de avião até as Bahamas e, a partir de lá, seguiam de barco até o litoral da Flórida. Entretanto, os “coiotes” não informavam às pessoas sobre os perigos da travessia, especialmente a passagem pelo famoso “Triângulo das Bermudas”, conhecido e temido pelo desaparecimento de embarcações e aviões nas águas bravias.

Conforme os cálculos da PF, a quadrilha da qual o suspeito fazia parte movimentava até $6.6 milhões com os serviços de entrada clandestina nos EUA. Segundo as investigações, o grupo agenciava 150 pessoas e 30 crianças anualmente. A PF acredita que os brasileiros morreram ao tentar cruzar clandestinamente a rota, mas não sabe o número exato de vítimas e nem as circunstâncias da morte.

Entenda o caso

Em novembro de 2016, um grupo de brasileiros partiram rumo às Bahamas de onde encontrariam coiotes que os levariam para Miami. Eles partiriam de barco de Nassau, capital das Bahamas, até Miami, quando fizeram o último contato com familiares no Brasil. A partir daí, as famílias não tiveram qualquer tipo de notícia sobre o paradeiro do grupo.