Saques, quebra-quebra e tiroteio em Chicago deixam saldo de mais de 100 presos

Tumulto foi na elegante área comercial da cidade, conhecida como Magnificent Mile

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Policial inspeciona a vidraça quebrada de uma loja da Apple na Magnificent Mile, em Chicago. REUTERS/Kamil Krzaczynski

(Reuters) – A polícia de Chicago trocou tiros e prendeu mais de 100 pessoas depois que uma multidão causou tumulto em uma área comercial de alto poder aquisitivo da cidade na segunda-feira (10), saqueando lojas, quebrando vidraças e confrontando a polícia.

O superintendente de polícia, David Brown, chamou a baderna de “pura criminalidade”, e a prefeita de Chicago, Lori Lighfoot, procurou desconectar o incidente da “revolta justificada” causada pela morte de George Floyd pelas mãos da polícia de Minneapolis em maio.

“Isso não foi uma manifestação organizada, mas sim um incidente de pura criminalidade”, disse Brown em entrevista coletiva.

Pelo menos três policiais ficaram feridos. Um guarda de segurança e um passante foram atingidos no tiroteio, segundo Brown.

Imagens divulgadas nas mídias sociais mostravam vitrines quebradas e pessoas saindo das lojas carregando mercadorias. A maior parte da ação ocorreu na Michigan Avenue, no elegante distrito comercial conhecido como Magnificent Mile.

As pessoas foram estimuladas por uma série de posts nas mídias sociais, encorajando os saques. Os ânimos ficaram acirrados depois do confronto de um homem armado com a polícia, disse Brown. O suspeito, de 20 anos, escapou enquanto estava sendo interrogado e atirou nos guardas. A polícia revidou e atingiu o rapaz, que teve de ser hospitalizado mas está fora de perigo.  

“Depois do tiroteio a multidão se formou. Os ânimos se acirraram, alimentados pelas desinformações nas mídias sociais na medida em que a noite caía”, disse Brown.

Prevendo o confronto por causa dos posts nas mídias sociais, a polícia destacou 400 efetivos para o local.