O principal suspeito da morte de Gabriella Carvalho Perpétuo, de 29 anos, o ex-linebacker da National Football League Darron Lee, teria recorrido a ferramentas de inteligência artificial para criar uma versão dos fatos e enganar a polícia. O crime ocorreu na residência do casal em Ooltewah, pequena comunidade no estado do Tennessee, no sudeste dos Estados Unidos.
Dados recuperados do celular dele indicam o uso do chatbot para pesquisar como as lesões da namorada poderiam ser interpretadas por médicos legistas, além de como explicar a situação às autoridades. Promotores disseram ao tribunal que o objetivo dele era construir uma narrativa que sugerisse que a mulher havia sofrido um acidente.
Quando policiais e paramédicos chegaram à casa do casal após uma ligação para o número de emergência 911, encontraram a brasileira inconsciente no chão. Relatórios preliminares mencionam traumatismo provocado por força contundente, fratura na região cervical, ferimentos perfurantes no corpo, marcas de mordida, dentes quebrados e lesões faciais.
Segundo os agentes, o padrão das lesões e a presença de sangue em diferentes pontos da residência não seriam compatíveis com uma simples queda. Em depoimento preliminar, Lee afirmou que, ao acordar, encontrou a namorada desacordada, sugerindo que ela poderia ter se ferido após uma queda dentro da residência. A análise da cena e dos registros digitais encontrados no telefone do suspeito, no entanto, levantaram questionamentos sobre essa versão.
Lee foi preso e acusado formalmente de homicídio em primeiro grau e permanece detido, sem direito à fiança, enquanto um grande júri avalia se as provas reunidas são suficientes para levá-lo a julgamento. Promotores também avaliam pedir a pena de morte, dependendo do avanço da investigação.
